Nexmuv lança divisão de IA e espera que ela supere a empresa em 10 vezes
Carlos Perobelli, CEO da Nexmuv | Foto: divulgação Em um cenário em que a IA está transformando a maioria dos negócios de forma irreversível, a Nexmuv , empresa com 20 anos de atuação no mercado de desenvolvimento de software, está com uma aposta ousada.
Ela está lançando uma subsidiária, a The Garage IA , e espera que a “criatura” seja maior que a criadora em pouco tempo.
A tal “criatura”, segundo destaca o CEO da Nexmuv , Carlos Perobelli, chega para resolver um problema que ainda está começando nas empresas brasileiras: a necessidade de diagnosticar desafios de negócios e atendê-los com o desenvolvimento de agentes de IA.
Para tocar essa frente, a Nexmuv vai destinar US$ 10 milhões à operação, distribuídos entre 2027 e 2031, a uma média de cerca de US$ 2 milhões por ano.
O plano, dentro dessa janela de cinco anos, é bater uma receita anual de R$ 1 bilhão até 2031, valor dez vezes maior que o faturamento atual da Nexmuv .
“Vinte anos de Nexmuv se passaram, e agora temos outra estrutura, e outras tecnologias estão nascendo.
Em dez anos, pode ser que nem exista mais a Nexmuv , e tá tudo bem”, afirma o executivo, sem medo do futuro.
Apesar do foco um tanto radical, a oferta da The Garage IA guarda semelhanças com a essência consultiva que a Nexmuv tem no desenvolvimento de software.
O ciclo começa com um diagnóstico de 45 dias, que mapeia o momento da empresa, os pontos de melhoria nos processos e onde agentes podem reduzir custo ou aumentar receita.
Depois vem a implementação, em janelas de 45 a 120 dias, prazo bem menor do que o do modelo tradicional de desenvolvimento.
No médio prazo, o plano é permitir que as empresas clientes tenham pequenos “exércitos” de agentes para processos de negócios, mantidos e atualizados pela The Garage — que é de onde Perobelli acredita que virá a maior parte da receita.
“A manutenção de agentes é completamente diferente da manutenção de aplicativos de dois anos atrás”, afirma.
Segundo ele, em vez de esperar o sistema quebrar, o monitoramento é contínuo, acompanhando se o consumo de token está acima do previsto, se há queda de performance ou se a taxa de alucinação passou do nível aceitável.
Quanto ao desenvolvimento puro, o framework é baseado no SDD da Microsoft , adaptado ao contexto brasileiro.
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