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Cobra de 30 metros abre a 5ª Virada Cultural Amazônia de Pé

Bem Paraná ·
Cobra de 30 metros abre a 5ª Virada Cultural Amazônia de Pé

Nesta quinta-feira (3), a 5ª Virada Cultural Amazônia de Pé dá o pontapé inicial numa ação-manifesto, no Território Indígena Borari, em Alter do Chão (PA), para exigir a proteção efetiva da Amazônia e se espalhar por todos os 26 estados e o Distrito Federal.

Uma cobra cenográfica de 30 metros, a cobra Kamaluhai, que na COP30 de Belém marchou por políticas de conservação da maior floresta tropical do mundo, volta a ser ativista.

“A cobra de 30 metros que percorreu rios e ruas antes e durante a COP30 vem nos lembrar que as eleições são o momento mais importante para elegermos as candidaturas comprometidas com a Amazônia e com os povos que vivem no bioma. Deste território indígena no Tapajós que com os seus fez política na ocupação que derrubou o decreto de dragagem do rio em fevereiro deste ano, queremos espalhar a mensagem de que haja mais proteção e não destruição da maior floresta tropical do mundo”, diz Catarina Nefertari, co-diretora executiva do movimento Amazônia de Pé.

No 5 de setembro, Dia da Amazônia, faltará cerca de um mês para o primeiro turno das eleições 2026. Em pleno contexto eleitoral, a quinta edição da Virada Cultural Amazônia de Pé chega aos rios e ruas de todo o Brasil para afirmar que a política começa no território. Serão mais de 300 atividades espalhadas de Norte a Sul do país.

“Desde a primeira edição, já mobilizamos 1675 atividades no Brasil todo. E por meio dos territórios resistimos a partir de nossas heranças culturais: a música, a dança, o teatro, o cinema, a poesia, o desenho, a brincadeira, a comida, o esporte, a fé. Não é um mero encontro anual: por meio da cultura do nosso povo, geramos encontros, desabafamos, imaginamos e criamos soluções e fazemos política pela e para a Amazônia”, diz Karina Penha, co-diretora executiva do movimento Amazônia de Pé.

Desde 2022, o movimento convoca artistas, ativistas, organizações e coletivos a mobilizar seus territórios em setembro, demarcando o Dia da Amazônia como data nacional de luta e celebração. A cada Virada Cultural Amazônia de Pé, as mobilizações convocam a proteção do bioma e das Florestas Públicas Não Destinadas.

Segundo Boletim do Observatório das Florestas Públicas, lançado pelo movimento Amazônia de Pé em parceria com o IPAM, as FPNDs (Florestas Públicas Não Destinadas) da Amazônia seguem entre os territórios mais vulneráveis ao avanço do desmatamento, da degradação e da grilagem de terras no Brasil. Nesta última edição, o informe traz as Eleições 2026 e a [falta] de proteção das FPNDs que podem ter consequências drásticas para a população que vive na Amazônia.

“São terras que ainda dependem de uma definição oficial de uso e gestão pelo Estado brasileiro. Sem uma destinação para conservação, uso sustentável ou reconhecimento territorial, tornam-se mais suscetíveis aos crimes ambientais. É papel da sociedade civil organizada exigir dos candidatos propostas que coloquem a Amazônia e seu povo no centro das promessas e que a proteção e adaptação à crise do clima estejam bem claras e expressas nessas candidaturas”, diz Karina.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.

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