Cientistas descobrem forma de gelo que pode ajudar a explicar o misterioso campo magnético de Urano e Netuno
Os vizinhos Urano e Netuno têm algumas coisas em comum.
Eles são azuis, gasosos, gelados – e possuem campos magnéticos diferentes de qualquer outro em nosso Sistema Solar.
As anomalias magnéticas desses gigantes de gelo sempre foram um mistério para astrônomos.
Para entendermos o porquê, vamos usar o exemplo da Terra.
Aqui, o campo magnético se origina no núcleo do planeta e produz uma distinção bem clara entre polo sul e polo norte, chamada de “dipolo”.
Isso também se aplica a outros planetas do Sistema Solar, como Saturno e Júpiter.
As exceções são Netuno e Urano.
Seus polos magnéticos estão inclinados 47 e 59 graus, respectivamente, em relação aos seus eixos de rotação – e força deles varia drasticamente ao longo da superfície do planeta.
Em comparação com a Terra, são campos magnéticos totalmente inclinados e descentralizados.
Agora, pesquisadores parecem ter encontrado um caminho para explicar esse fenômeno.
Continua após a publicidade 3I/ATLAS: tudo o que sabemos sobre esse estranho objeto astronômico Com base em novos achados , a hipótese é que as condições de temperatura e pressão elevadas desses planetas teriam levado o hidrogênio e o oxigênio que compõem a água a se reorganizarem – o que confere propriedades elétricas e mecânicas únicas ao gelo e impacta diretamente o campo magnético dos planetas.
Continua após a publicidade A principal diferença do gelo de lá está na movimentação dos átomos de hidrogênio: enquanto o oxigênio permanece em uma rede cristalina sólida, o hidrogênio se move como se fosse um líquido.
Isso faz com que o gelo adquira o que chamamos de comportamento superiônico, que é um condutor elétrico maior do que outras formas de gelo.
Para simular as condições do gelo de Urano e Netuno, pesquisadores utilizaram um dispositivo chamado bigorna de diamante para comprimir moléculas de água a uma pressão similar à atmosfera dos planetas.
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