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Economia

Rival do Corinthians, Rosario Central tem realidade financeira distante do Brasil

Exame ·
Rival do Corinthians, Rosario Central tem realidade financeira distante do Brasil

Anunciado oficialmente em maio de 2025, o retorno de Ángel Di María ao Rosario Central completou um ano. O atacante oficializou o regresso em julho daquele ano, logo após encerrar a sua participação no Mundial de Clubes pelo Benfica, consolidando uma volta mítica ao clube que o revelou após 18 temporadas no futebol europeu.

À época, o impacto da contratação do astro internacional foi imediato, fazendo com que o clube argentino ultrapassasse a histórica marca de 100 mil sócios-torcedores graças a uma onda massiva de novas adesões.

Sem conquistar o Campeonato Argentino desde 1987, o Rosario Central celebra os atuais 104 mil associados como um feito expressivo, garantindo a quarta posição no ranking nacional. O topo do país é liderado por River Plate (351 mil), Boca Juniors (323 mil) e Independiente (160 mil), seguidos de perto pelo Racing, que fecha o grupo dos milionários em sócios com 102 mil inscritos .

"Era o esperado. Um grande presente do atleta para o seu clube. Di Maria, claro, não tem o reconhecimento e obra que tem Messi, mas é o atleta que defendendo a seleção argentina foi o mais decisivo no século. Observe quantas finais a Argentina disputou, e quantas ganhou e perdeu com ele em campo, sem ele, e suas participações nessas partidas. É dos que entregam algo mais, que as estatísticas não capturam. Dos que os garotos querem ser nas ruas", diz Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports no Brasil, empresa de entretenimento norte-americana.

Atualmente, o Rosario Central soma 686 mil seguidores na rede social, enquanto a conta pessoal de Di María arrasta uma comunidade global de mais de 26 milhões de fãs.

Victor Schildt, professor de MBA em infraestrutura esportiva e CFO da Recoma, destaca como a chegada de um jogador de projeção internacional pode ampliar a exposição do clube e fortalecer sua marca, criando novas oportunidades a partir do aumento do interesse dos torcedores.

“Um jogador como Di María traz uma visibilidade que ultrapassa o campo e coloca o clube em contato com novos públicos. Esse aumento de exposição fortalece a marca, amplia o engajamento dos torcedores e pode abrir novas oportunidades comerciais para o clube, principalmente quando existe uma estratégia para aproveitar esse momento”, avalia Schildt.

O volume de associados de gigantes como River, Boca, Independiente e Rosario supera a realidade da maioria dos clubes brasileiros, onde apenas Palmeiras, Atlético-MG e Grêmio rompem a barreira dos 100 mil inscritos. Apesar do expressivo engajamento de público, os clubes argentinos faturam significativamente menos do que os rivais do Brasil.

Enquanto as receitas anuais de River e Boca oscilam entre R$ 35 milhões e R$ 40 milhões, os balanços financeiros de 2025 no Brasil revelam um abismo financeiro : o Flamengo lidera com R$ 90 milhões arrecadados via programa de sócios, escoltado pelo Palmeiras com R$ 80 milhões, além de Corinthians (R$ 61 milhões) e São Paulo (R$ 56 milhões).

No cenário global, a disparidade financeira é ainda mais profunda.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.

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