O porto de Lucas Kallas tem uma conta que não espera o primeiro embarque
O avanço ambiental do Porto do Meio, projeto de R$ 3,6 bilhões da Cedro, grupo do empresário Lucas Kallas com atuação em mineração e logística, põe em evidência um compromisso financeiro anterior ao primeiro embarque de minério.
O contrato de arrendamento em Itaguaí, no Rio de Janeiro, prevê pagamento fixo à autoridade portuária desde a assunção formal da área — não desde a inauguração.
O valor-base é de R$ 1,88 milhão mensais, equivalente a R$ 22,6 milhões por ano, a preços de julho de 2022, sujeitos à correção pelo IPCA.
A previsão contratual não comprova quanto já foi efetivamente desembolsado pela empresa.
Há, em contrapartida, uma folga comercial: a movimentação mínima exigida permanece zerada nos dez primeiros anos do arrendamento.
Isso não dispensa o pagamento fixo nem a parcela variável sobre a carga efetivamente movimentada, de R$ 2,11 por tonelada na mesma data-base.
Continua após a publicidade A Cedro anunciou nesta semana o aval ambiental para o empreendimento.
A emissão da licença depende da assinatura de um termo de compromisso ambiental; depois dessa etapa, a companhia prevê contratar obras com duração de aproximadamente três anos.
Continua após a publicidade Projetado para atender à própria Cedro e a outras mineradoras, o terminal ficará entre as instalações de Vale e CSN, conectado à ferrovia da MRS.
O desafio empresarial é transformar o investimento em uma alternativa de exportação enquanto o contrato prevê custos que não dependem da chegada da primeira carga.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.