Com subida de Cury, Lula já não é a única preocupação de Flávio
As pesquisas empurram Flávio Bolsonaro para uma encruzilhada. Ele ainda é o anti-Lula mais competitivo. Mas sua vitória está longe de ser assegurada. O pelotão secundário da direita continua distante. Mas a ascensão repentina de Augusto Cury abriu uma nova incógnita para o filho capitão.
Pela segunda vez em 24 horas, Cury somou 11% das intenções de voto. Primeiro, na pesquisa Nexus. Agora, na Real Time Big Data . Assumiu a terceira colocação. Move-se pelas brechas da rejeição aos candidatos tradicionais. É impulsionado sobretudo por eleitores que não veem no filho de Bolsonaro a melhor opção conservadora.
Aos poucos, Cury vai deixando de ser um mero soluço. Começa a ser um novo problema para Flávio Bolsonaro. As novas rodadas da Quaest e do Datafolha ganharam especial relevância. Vão mostrar se o fenômeno Cury também aparece em pesquisas presenciais ou se está concentrado nas sondagens telefônicas e digitais.
Na pesquisa Real Time, Lula continua à frente no primeiro turno. Mas perdeu terreno no cenário de segundo turno. Em um mês, sumiram os três pontos de vantagem sobre Flávio. Os dois estão agora numericamente empatados em 44%. Quer dizer: a sucessão continua aberta ao imponderável.
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