quarta-feira, 2 de setembro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Microsoft divulgará resultados de divisão de computação em nuvem Azure Broadcom prevê receita trimestral abaixo das estimativas HPE eleva previsão para o ano impulsionada por IA OpenAI desenvolve recursos de 'desligamento automático' para ferramentas de IA Chefe de Comércio dos EUA afirma que Anthropic está de volta ao "lado certo" com Trump, diz Axios Apple acusa ex-funcionário de usar dados confidenciais na OpenAI O que está rolando hoje: bug do milênio e como PF acessa celular de Vorcaro Governo dos EUA defende OpenAI em ação do NYT sobre direitos autorais Google escapa de desmembramento de unidade de tecnologia de publicidade em terceira derrota antitruste para os EUA Anthropic está de volta ao 'lado certo' com governo Trump, diz secretário Microsoft divulgará resultados de divisão de computação em nuvem Azure Broadcom prevê receita trimestral abaixo das estimativas HPE eleva previsão para o ano impulsionada por IA OpenAI desenvolve recursos de 'desligamento automático' para ferramentas de IA Chefe de Comércio dos EUA afirma que Anthropic está de volta ao "lado certo" com Trump, diz Axios Apple acusa ex-funcionário de usar dados confidenciais na OpenAI O que está rolando hoje: bug do milênio e como PF acessa celular de Vorcaro Governo dos EUA defende OpenAI em ação do NYT sobre direitos autorais Google escapa de desmembramento de unidade de tecnologia de publicidade em terceira derrota antitruste para os EUA Anthropic está de volta ao 'lado certo' com governo Trump, diz secretário
Brasil

Goiás lidera ranking de decisões trabalhistas sobre desigualdade de gênero proporcionalmente à população

Mais Goiás ·
Goiás lidera ranking de decisões trabalhistas sobre desigualdade de gênero proporcionalmente à população

O estado de Goiás concentra praticamente 22% das decisões trabalhistas do país envolvendo caos de “Perspectivas de Gênero”, ou seja, processos judiciais que reconhece desigualdades históricas entre homens e mulheres na sociedade. Os números são do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Até o último dia 13 de agosto, Goiás tinha 260 processos julgados na Justiça do Trabalho em Goiás (TRT 18ª Região) em que magistrados aplicaram o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero para analisar o caso concreto. Em todo o país (24 TRTs), eram 1.187 processos.

Na proporção com a população, Goiás aparece na liderança nacional. O estado tem aproximadamente 7,4 milhões de habitantes e registrou 260 decisões, enquanto o Paraná, que teve 275 decisões, possui população de 11,9 milhões.

Professora e mestre em Direito do Trabalho, a advogada Juliana Mendonça acredita existem dois motivos para que os goianos liderem o ranking.

“Essa concentração pode significar duas coisas, não excludentes entre si: primeiro, que os magistrados e magistradas estão, de fato, aplicando o protocolo com mais rigor e visibilidade na fundamentação das decisões. Segundo, que o número reflete também a realidade social de desigualdade de gênero no mercado de trabalho local e violência por razões de gênero, que segue gerando litígios”, explica.

Recentemente, a condenação de uma franquia de restaurante em Goiânia reacendeu o debate sobre assédio moral no trabalho. A empresa exigiu que uma funcionária adolescente de 17 anos apresentasse teste de gravidez para continuar trabalhando, e foi condenada a pagar R$ 5 mil por danos morais.

“Goiás está, de fato, vivendo um agravamento real e mensurável da violência de gênero, e isso ajuda a explicar por que o estado concentra tantos processos com aplicação do protocolo”, afirma a professora.

O Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero foi elaborado pelo CNJ em 2021 e passou a ter adoção obrigatória em todo o Poder Judiciário em março de 2023, por meio da Resolução nº 492. O objetivo é orientar magistrados a identificar e enfrentar desigualdades estruturais e evitar que decisões judiciais reproduzam preconceitos e discriminações.

Os dados do painel do CNJ mostram que, em Goiás, as decisões que aplicaram o protocolo têm como principais assuntos rescisão indireta (50 casos), assédio sexual (26), assédio moral (18), direitos de gestantes (14) e reversão de justa causa (9).

Segundo o advogado trabalhista Gilmar Rocha Júnior, é preciso interpretar esses números com cautela. “O painel do CNJ considera apenas o assunto principal do processo. Na Justiça do Trabalho, é muito comum que uma ação tenha como pedido principal a rescisão indireta, mas ela seja motivada justamente por assédio moral, assédio sexual, discriminação por gravidez ou outras formas de violência. Por isso, a incidência dessas condutas é provavelmente maior do que a indicada no ranking”, aponta.

Se por um lado é alto o número de casos de assédio contra as mulheres no trabalho, os dados de Feminicídio em Goiás também estão crescentes. Em 2025, a alta na modalidade criminosa foi de 4,3% na comparação com 2024.

Ler a notícia completa no Mais Goiás ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.maisgoias.com.br — o conteúdo pertence a Mais Goiás.

Mais em Brasil

Ver tudo ›