Empresário que fez repasses a fundo de 'Dark Horse' diz em delação que tentou reaver valores, mas não conseguiu
O empresário Antônio Carlos Freixo Junior, responsável por repassar US$ 12,3 milhões ao fundo do filme Dark Horse nos Estados Unidos a mando de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, disse que tentou reaver o dinheiro ao suspeitar de irregularidades, mas não conseguiu.
Pela cotação de setembro de 2025, quando as transferências foram feitas, esse valor equivalia a R$ 62,8 milhões.
A Polícia Federal, por outro lado, afirma que há indícios de que a versão do empresário não seja verdadeira (veja mais abaixo).
Nesta sexta-feira (16), a Polícia Federal pediu ao ministro do Supremo Tribunal federal (STF) André Mendonça que prorrogue por 90 dias a investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Agora no g1 🎥 O filme "Dark Horse" (termo em inglês para "azarão") passou a ser alvo de investigações após reportagens revelarem que a produção teria sido financiada por Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.
Ele está preso em Brasília.
Freixo Júnior fechou acordo de delação premiada, homologado pelo ministro André Mendonça em setembro, e precisa colaborar com as investigações para obter benefícios caso seja condenado.
Mineiro, como é chamado o delator, era dono da Entre Investimentos, que fez sete repasses ao fundo Havengate, controlado por Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Os repasses foram entre janeiro e setembro de 2025.
O dinheiro foi solicitado ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje candidato a presidente.
Flávio e Eduardo Bolsonaro negam irregularidades no financiamento do filme que conta a história do pai deles, Jair Bolsonaro.
Em depoimento prestado à Polícia Federal no último dia 1º de outubro, Mineiro afirmou que não sabia que os repasses para o fundo Havengate seriam para bancar um filme.
Ele disse que pensava estar fazendo um investimento em um fundo imobiliário para Vorcaro, que depois se tornaria o titular.
Os repasses foram a título de subscrição de cotas do fundo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Política.