Cocaína ultrapassa petróleo e lidera exportações da Colômbia, diz relatório
Em uma mudança histórica no mercado da Colômbia, exportações de cocaína superaram as de petróleo pela primeira vez, em 2024, segundo relatório da Universidade Eafit, publicado pela revista britânica The Economist nesta segunda-feira, 31.
O relatório estima que exportações ilegais de cocaína já somam US$ 16,5 bilhões, ultrapassando os US$ 15 bilhões alcançados pelo petróleo.
A atividade ilícita representaria, desta forma, 4,4% do Produto Interno Bruto (PIB) da Colômbia.
Para os pesquisadores, o aumento na representação do PIB na última década (de 0,8% para os 4,4% atuais) é impulsionado principalmente por um crescimento nos volumes de produção, já que os preços internacionais permaneceram relativamente estáveis.
A produção de cocaína na Colômbia aumentou de menos de 300 toneladas em 2013 para quase 3.000 toneladas em 2024, consolidando uma tendência de crescimento sustentado que alarma especialistas e autoridades.
Segundo projeções citadas pela The Economist, a Colômbia é responsável pela produção mundial de até 70% da droga que circula internacionalmente.
Continua após a publicidade + Comércio global de cocaína e metanfetamina está em expansão recorde, aponta ONU Segundo o Relatório Mundial sobre Drogas 2026, das Nações Unidas, o comércio global de drogas ilícitas está em expansão significativa, com recordes na produção de cocaína e nas apreensões de metanfetamina.
Continua após a publicidade Mundialmente, a produção de cocaína saltou para cerca de 4.100 toneladas métricas de produto puro em 2024 — o ano mais recente com dados registrados —, um aumento de quatro vezes em uma década.
“Pesquisas qualitativas realizadas em 2024 indicam uma expansão do uso de cocaína, para ambientes sociais que extrapolam a vida noturna, e sua integração às rotinas diárias, juntamente com um aumento no uso de crack entre grupos socioeconomicamente desfavorecidos e uma transição do uso de heroína para o de crack”, afirmou o relatório.
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