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PP e Vox superam pela primeira vez 50% das intenções de voto em plena crise migratória de Ceuta

Diário de Notícias ·
PP e Vox superam pela primeira vez 50% das intenções de voto em plena crise migratória de Ceuta

O Partido Popular (PP) e o Vox superam, pela primeira vez, os 50% de intenções de voto na sondagem do instituto 40dB para o jornal El País e a Cadena Ser tirando proveito da crise migratória em Ceuta.

O PP, de Alberto Núñez Feijóo, surge com 32,4% das intenções de voto, ganhando 0,4 pontos percentuais em relação ao último barómetro, de julho.

O barómetro de setembro foi feito com duas mil entrevistas online entre segunda e quarta-feira da semana passada.

Os socialistas, do primeiro-ministro Pedro Sánchez, descem para os 27,6%, perdendo precisamente quatro décimas e ficando a 4,8 pontos percentuais do PP.

O Vox é o partido que mais cresce, subindo de 17,2% em julho para 17,8% agora, sendo o único que está acima do resultado obtido nas legislativas de 2023 (12,4%).

O El País diz que a crise de Ceuta não gerou um "tsunami eleitoral", mas contribuiu para reforçar uma tendência já existente: desgaste do governo de Sánchez, crescimento do Vox nos temas de imigração e segurança e consolidação de uma maioria potencial de direita.

Juntos, PP e Vox superam, pela primeira vez, os 50% de intenções de voto, com a esquerda (PSOE, Sumar e Podemos) a não ir além dos 36,1%.

O parceiro de governo de Sánchez tem 5,7% e o Podemos, que rompeu a aliança eleitoral de 2023, tem 2,8%.

Juntos não chegam aos 12,3% que tinham tido.

Espanhóis culpam Marrocos Em relação à crise migratória em Ceuta, quando cerca de 72 mil migrantes terão entrado na cidade autónoma espanhola a 30 e 31 de julho, nove em cada dez espanhóis atribuem "muita" ou "bastante" responsabilidade ao governo marroquino.

O primeiro-ministro defendeu no Congresso, na semana passada, que não há provas do envolvimento de Marrocos na crise.

Segundo a sondagem do 40dB, 72% consideram que o governo de Sánchez também teve responsabilidade pelo sucedido.

Além disso, 63% avaliam negativamente a resposta do executivo: 49,9% considera "muito má" a gestão do governo e 12,8% "má", com apenas 14,2% a considerar "boa" ou "muito boa".

O principal problema parece ter sido a rapidez na resposta, com 48% a dizer que foi "muito má", mas o governo também recebe avaliação negativa na questão da coesão, de transparência e eficácia.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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