Infantino voltou a pedir desculpa por tentar vender Mundial a privados, mas não calou críticos
Gianni Infantino voltou a pedir desculpa por ter causado alvoroço com seu plano envolvendo investidores privados, mas não calou os críticos, nem acabou com os julgamentos internos e externos.
Esta quinta-feira (15 de outubro), numa reunião longa e tensa do Conselho da FIFA, a que preside, o líder do organismo não mostrou disponibilidade para apresentar documentos ou revelar dados novos sobre os casos mais polémicos que protagonizou e que prometem dar que falar.
E nem a proposta de 15 milhões de ganhos para cada uma das 211 federações no próximo ciclo (2027-2031), caso siga no comando, foram suficiente para silenciar os seus maiores críticos.
Debbie Hewitt, vice-presidente da FIFA, relatou após a reunião, de mais de três horas e meia, que, ao ser pressionado por dirigentes do futebol europeu a apresentar provas por escrito do sigiloso plano, Infantino solicitou que enviassem as perguntas por escrito.
Algo que a também presidente da federação inglesa considerou inaceitável: “Ele precisa responder.
Se ele não responder a essas perguntas, não, ele não está apto para ser presidente da FIFA.” Muitas das federações europeias reiteraram, na reunião desta quinta-feira, que precisam de mais esclarecimentos.
“Não foram dadas respostas satisfatórias”, afirmou o dirigente do futebol alemão Bernd Neuendorf, um dos oito delegados da UEFA no Conselho da FIFA , órgão composto por 37 membros e presidido por Infantino.
“Precisamos de uma pessoa íntegra, alguém de quem se possa esperar a restauração da reputação da entidade, que, sem dúvida, foi perdida”, disse Neuendorf aos jornalistas, segundo o jornal Marca.
A UEFA já retirou o apoio à recandidatura de Infantino para as eleições presidenciais da FIFA, marcadas para o dia 18 de março de 2027, tendo, entretanto, solicitado aos tribunais nos Estados Unidos o direito de obter provas para uma denúncia criminal contra Infantino na Suíça .
Os documentos judiciais alegam uma possível má gestão das finanças da FIFA na avaliação atribuída à subsidiária que administraria os direitos comerciais do torneio deste ano.
Empresa essa que seria propriedade, em pelo menos 20%, de um grupo de investidores liderados por Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro de Trump.
As eleições da FIFA estão marcadas para o dia 18 de março de 2027, no Congresso de Rabat, em Marrocos.
Até ao dia 18 de novembro têm de aparecer candidatos.
E, segundo a BBC, esse candidato apoiado pela UEFA será Arsène Wenger, enquanto a Sky Sports diz que Luís Figo pode entrar na luta, tal como Michelle Kang, proprietária do London City Lionesses.
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