Ucrânia: Zelensky discute com líder belga entrega de mais caças F-16
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, discutiu hoje com o primeiro-ministro da Bélgica, Bart de Wever, a entrega de mais caças F-16 belgas e de munições ao seu país, alvo de ataques russos.
Os dois líderes reuniram-se à margem de uma cimeira de dois dias entre chefes de Estado e de Governo da União Europeia, na qual Zelensky foi convidado a participar na sexta-feira.
"Informei detalhadamente o primeiro-ministro sobre o terror russo e as nossas necessidades", explicou o Presidente ucraniano numa mensagem nas redes sociais.
Zelensky salientou que, neste momento, os F-16 "estão a contribuir de forma significativa para repelir os ataques dos 'Shaheds' (drones russos) com motores a jato".
"Estamos a colaborar com a Bélgica para receber mais caças o mais rapidamente possível. Também debatemos a possibilidade de receber fornecimentos adicionais de munições para os mesmos", enfatizou.
Agradeceu ainda ao primeiro-ministro belga e a todo o país "pela ajuda e pela disponibilidade para continuar a apoiar os esforços para proteger vidas".
Zelensky foi também recebido pelo rei Filipe dos belgas, a quem disse que, atualmente, a Ucrânia "vive sob constantes ataques russos com mísseis e drones" contra "cidades e comunidades".
Neste contexto, enfatizou a importância de que os ativos russos, congelados por sanções em território da UE, "permaneçam imobilizados".
"Enquanto a guerra continuar, a Rússia não deverá receber nada que possa investir em mais massacres e desestabilização na Europa", concluiu.
Embora vários países da UE tenham reavivado o debate sobre a possibilidade de utilizar estes ativos russos em favor da Ucrânia, persistem as dificuldades e a resistência de Estados como a Bélgica — que alberga a maior parte destes fundos na empresa Euroclear e teme represálias caso sejam utilizados.
Zelensky realizou ainda, em Bruxelas, reuniões bilaterais com a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen; com o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk; e com o Presidente francês, Emmanuel Macron, que lhe prometeu que a França vai continuar ao lado da Ucrânia.
Kyiv reportou cortes de emergência no fornecimento de energia na quarta-feira, após mísseis russos terem atingido as três centrais termoelétricas que operam na capital ucraniana e na região envolvente.
Foram ainda anunciados cortes em Kharkiv, que também foi alvo deste último ataque de mísseis russos contra instalações energéticas.
No sábado, Trump propôs às duas partes uma moratória de 60 dias sobre os ataques a refinarias e infraestruturas energéticas, uma iniciativa que tanto Moscovo como Kyiv se têm acusado de não respeitar e que coincidiu com o levantamento das sanções dos Estados Unidos ao petróleo russo.
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