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Há mais de 100 anos que o Guia Michelin atribui estrelas. Estes pratos contam toda a história

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Há mais de 100 anos que o Guia Michelin atribui estrelas. Estes pratos contam toda a história

Há um século, os condutores que viajavam por França ganharam uma nova opção na hora de escolher onde parar para uma refeição: a estrela Michelin.

O Guia Michelin surgiu pela primeira vez em 1900, uma ideia dos magnatas dos pneus André e Édouard Michelin, sediados na modesta cidade francesa de Clermont-Ferrand.

A sua inteligente estratégia de marketing passou pela distribuição gratuita de 35 mil exemplares de um pequeno guia vermelho aos condutores. Estava repleto de detalhes práticos, incluindo mapas, dicas para reparações, listas de garagens, locais para ficar – e locais para comer. A estratégia subjacente era simples: fazer com que as pessoas conduzissem mais, para que os seus pneus precisassem de ser substituídos mais cedo.

O conceito rapidamente se popularizou, pelo que, em 1926, o guia contratou pela primeira vez clientes disfarçados – hoje chamados inspetores Michelin – que escolheram 46 restaurantes como dignos de atenção extra, premiando cada um com uma estrela.

O já familiar sistema de classificação de uma, duas e três estrelas surgiu em 1931 e, cinco anos depois, a Michelin estabeleceu os critérios de classificação ainda utilizados hoje em dia: uma única estrela sinaliza “cozinha de alta qualidade, vale a pena parar”; duas estrelas significam “excelente cozinha, vale a pena desviar”; e três estrelas estão reservadas para “cozinha excepcional, que vale uma viagem especial”.

Hoje, o Guia Michelin abrange 28 edições em mais de 25 países e continua a ser o barómetro global da alta gastronomia. O impacto de um restaurante ganhar uma estrela pode ser enorme em termos de reputação, reservas, receitas e capacidade de atrair e reter colaboradores.

“É uma prova de quão relevante ainda é, numa época em que tudo está disponível nas redes sociais, que o Michelin ainda signifique muito porque é um prémio para chefs e é internacional. Os chefs preocupam-se realmente com isso”, admite o chef britânico Tommy Banks, que detém dois restaurantes com uma estrela Michelin cada, o Roots e o The Black Swan, em North Yorkshire.

“Ter uma estrela Michelin dá-te muita influência e relevância”, afirma.

Os críticos defendem que o guia tende a favorecer a gastronomia francesa, com menus de degustação de vários pratos que são inacessíveis para a maioria dos clientes. Também se verificaram reações negativas quando o Michelin optou por atribuir estrelas a estabelecimentos muito mais baratos, como os vendedores de comida de rua.

O debate continua sobre o valor das estrelas Michelin, especialmente porque a maioria dos novos guias regionais e globais são lançados após parcerias pagas com organismos de turismo. Em resposta, o Guia Michelin afirma: "O processo de seleção do Guia é determinado por inspetores anónimos e permanece completamente independente".

O que permanece incontestável é que o Guia Michelin transformou alguns chefs e pratos, ao longo dos anos, em ícones culinários.

O falecido mestre francês Joël Robuchon ainda detém o recorde absoluto.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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