sábado, 17 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
› 02h Sábado de protestos contra o aumento do custo de vida em Portugal› 1h Gestora do Volta tem plano para resolver o problemas de lixo espalhado› Polígrafo. Avião da captura de Nicolás Maduro foi visto no Brasil durante as eleições?› Polígrafo. Condutores não precisam de respeitar um sinal tapado?› Protestos na Albânia tornam-se violentos. Estudantes também se manifestam em Itália, Bélgica, Grécia e outros países europeus› Fatura da luz vai subir em janeiro no mercado regulado› França não acalma e está tudo a preparar-se para novos confrontos› Zelensky elogia os "verdadeiros líderes" da Europa enquanto a relação com Trump se deteriora› Polígrafo. Foi o PS que lançou o processo de privatização da TAP?› Polígrafo. Rita Matias usou ou não a palavra "invasão" a propósito do incidente na RUC?› 02h Sábado de protestos contra o aumento do custo de vida em Portugal› 1h Gestora do Volta tem plano para resolver o problemas de lixo espalhado› Polígrafo. Avião da captura de Nicolás Maduro foi visto no Brasil durante as eleições?› Polígrafo. Condutores não precisam de respeitar um sinal tapado?› Protestos na Albânia tornam-se violentos. Estudantes também se manifestam em Itália, Bélgica, Grécia e outros países europeus› Fatura da luz vai subir em janeiro no mercado regulado› França não acalma e está tudo a preparar-se para novos confrontos› Zelensky elogia os "verdadeiros líderes" da Europa enquanto a relação com Trump se deteriora› Polígrafo. Foi o PS que lançou o processo de privatização da TAP?› Polígrafo. Rita Matias usou ou não a palavra "invasão" a propósito do incidente na RUC?
Últimas

O que é que Passos tem?

Observador ·
O que é que Passos tem?

1 Não há jornal, rádio ou televisão que não tenha entre os seus comentadores vários antigos e actuais políticos. Penso que até não será exagero afirmar que uma fatia considerável do comentário político em Portugal é feito, precisamente, pelos maiores interessados nesse comentário.

Também não faltam em Portugal antigos políticos que depois vão ocupar cargos importantes em associações, organismos do Estado e até em organizações internacionais, como António Guterres ou Durão Barroso.

É por isso bastante interessante que o antigo político que mais alvoroço causa no país seja precisamente um que não tem nenhum espaço de comentário ou qualquer cargo de especial relevância.

É interessante que, das poucas vezes que decide intervir publicamente, PPC cause sempre um enorme reboliço. A esquerda tem por ele um ódio visceral, os eleitores de direita vêem nele uma espécie de Dom Sebastião, e as lideranças do PSD e do Chega temem-no. Ou seja, todos acreditam no seu peso eleitoral.

Mas por que razão causa tanta agitação? O antigo Primeiro-Ministro é bom orador, mas facilmente conseguimos lembrar-nos de oradores melhores, como Paulo Portas ou António Filipe. É um bom tribuno, mas não é superior nesse capítulo a Pedro Santana Lopes ou Francisco Louçã (já nem falo do estilo truculento de Ventura ou Sócrates). Não possui o currículo académico de Cavaco Silva ou de Assunção Cristas, nem a capacidade de relação de Marcelo Rebelo de Sousa. E, contudo, tem hoje um efeito na política portuguesa que supera o de todos estes.

2 Quando, em 2011, PPC foi eleito Primeiro-Ministro, a nossa democracia tinha batido no fundo. O Estado estava falido, sem dinheiro para pagar salários. Mas, mais grave do que isso, os anos de Governo de José Sócrates tinham desacreditado totalmente a nossa vida pública.

O Primeiro-Ministro cessante tinha, durante anos, exibido um estilo de vida completamente incompatível com as suas fontes de rendimento. Era perseguido por incessantes rumores de favorecimento a amigos. As obras perdulárias multiplicaram-se, e podia adaptar-se o antigo chiste da I República: «O país é de todos, mas o Estado é do PS». Sócrates e os seus companheiros tinham tomado de assalto todo o aparelho do Estado, incluindo as empresas públicas, distribuindo benesses aos camaradas ao bom velho estilo republicano.

A chegada de Passos Coelho ao poder representou uma lufada de ar fresco. Os tempos eram duros, mas tornou-se possível confiar no Governo. Mais do que um grande orador, tribuno ou académico, PPC era, acima de tudo, um Primeiro-Ministro em quem era possível confiar.

Não um governante que não erra, mas alguém de quem se percebia que colocava o país acima da sua sobrevivência política ou da conveniência do seu partido.

Ler a notícia completa no Observador ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

Mais de Observador

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›