1h. Manifestantes decidem não pernoitar na Praça D. João I
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Muito boa noite. Os manifestantes pelo direito à habitação no Porto decidiram não passar a noite na Praça Dom João I. O movimento diz que não há condições para pernoitar no lugar. A desmobilização aconteceu no final da assembleia popular desta noite, que reuniu várias centenas de pessoas. O protesto será retomado já este sábado, com a intenção de que voltem as tendas à Praça Dom João I. Laura Figueiredo.
Dia mais calmo e com menos afluência, era também já a expectativa da organização do movimento para esta sexta-feira. Isto porque para sábado está já agendada uma nova ação. A organização planeia voltar à Praça Dom João I em força e novamente com as tendas. É uma decisão que vai ainda à votação na assembleia popular, mas é mesmo a intenção manifestada já pelos porta-vozes deste movimento. Para o dia de hoje, a associação definiu como prioridade o trabalho de organização e preparação logística para amanhã, dia em que o Movimento pela Habitação vai também juntar-se à manifestação convocada pela CGTP, uma manifestação que tem início marcado para às 10h e que deverá depois terminar aqui na Praça Dom João I. Por isso mesmo, os ânimos hoje estão mais calmos nesta praça que tem sido palco destes protestos pela habitação. O movimento diz que os manifestantes hoje estão a guardar-se para amanhã e, portanto, para hoje foi só marcada uma vigília. E de fato, a partir das 19h começaram a aparecer algumas pessoas, mas diria que hoje não passaram de poucas centenas, deixando até a praça algo vazia, sobretudo comparativamente à quinta-feira. Para sábado, espera-se um dia com maior afluência. A manifestação da CGTP tem início marcado para às 10h30. Às 19h, há novamente uma assembleia popular aqui na Praça Dom João I para decidir os próximos passos deste movimento.
O relato da jornalista do Observador, Laura Figueiredo, que esteve a acompanhar a vigília pela habitação desta noite no Porto. O movimento pelo direito à habitação demarca-se das ameaças ao primeiro-ministro. Em causa, o vídeo divulgado pelo gabinete de Luís Montenegro, em que um manifestante ameaça atacar a casa do chefe de governo e da família.
A gente precisa de sim, descobrir onde é a residência, a casa do primeiro-ministro e jogar tijolos. Bom! Muito bom! A dor da casa seja pública. É pra quem não tem casa, sim!
Acabamos de ouvir um excerto desse mesmo vídeo. Ora, em declarações à Rádio Observador, João Silveira, um dos porta-vozes do grupo, garante que se tratam apenas de palavras de ordem e que não houve qualquer incitamento à violência.
Estavam cá mais de mil pessoas ontem. É verdade que houve pessoal que aplaudiu, mas sobretudo o sentimento e não as ações. Há uns anos também houve várias palavras de ordem aqui no Porto sobre ocupar-se a casa do Rui Moreira. Isso, obviamente, nunca passou à prática. É uma palavra de ordem, é meramente figurativo, nunca seria para ser levado à prática e mesmo que fosse, chumbaria por unanimidade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.