sábado, 17 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
› 03h Eleições Brasil. País "já escolheu a mudança e vai voltar a escolher" diz Flávio Bolsonaro› Lula admite desconhecimento sobre reajuste do Bolsa Família e defende redução da maioridade penal› Euromilhões: conheça a chave desta sexta-feira› Produtor português Paulo Branco homenageado na 50.ª Mostra de São Paulo› É cliente do banco CTT? Homebanking e MB WAY não vão funcionar até segunda-feira› "Pedro Duarte comportou-se como um xerife, como se a cidade fosse dele"› De camuflado e num local camuflado: Putin foi ao local onde se comanda toda a guerra› Lula da Silva diz que não sabia da desatualização do Bolsa Família› Meta admite erro que prejudicou Lula da Silva nas eleições› Homem morre após despiste de mota em Faro› 03h Eleições Brasil. País "já escolheu a mudança e vai voltar a escolher" diz Flávio Bolsonaro› Lula admite desconhecimento sobre reajuste do Bolsa Família e defende redução da maioridade penal› Euromilhões: conheça a chave desta sexta-feira› Produtor português Paulo Branco homenageado na 50.ª Mostra de São Paulo› É cliente do banco CTT? Homebanking e MB WAY não vão funcionar até segunda-feira› "Pedro Duarte comportou-se como um xerife, como se a cidade fosse dele"› De camuflado e num local camuflado: Putin foi ao local onde se comanda toda a guerra› Lula da Silva diz que não sabia da desatualização do Bolsa Família› Meta admite erro que prejudicou Lula da Silva nas eleições› Homem morre após despiste de mota em Faro
Últimas

Jacob Coxon lançou o alerta, mas não basta travar a IA

Observador ·
Jacob Coxon lançou o alerta, mas não basta travar a IA

O alerta de Jacob Coxon, ex-investigador na Anthropic, fez soar os alarmes sobre o futuro da IA. Diz Coxon que “as pessoas que estão a construir Inteligência Artificial acreditam sinceramente que [esta] pode matar-nos a todos até ao fim da década”.

O aviso é difícil de ignorar, sobretudo porque foi corroborado por Evan Hubinger, também investigador da Anthropic, que estima em mais de 10% a probabilidade de a IA provocar a extinção da humanidade e reconhece que não existe ainda um plano para lidar com a emergência de uma “superinteligência”.

Os primeiros sinais da capacidade destes “sistemas super-humanos” já se tinham manifestado no caso da Hugging Face. Cerca de 1200 agentes desenvolvidos pela OpenAI, que deveriam funcionar de forma isolada, descobriram sozinhos como comunicar entre si e desses, 700 participaram num ciberataque aos sistemas da Hugging Face.

Mas se estes números já impressionam, o mais preocupante neste caso foi o tempo que as empresas envolvidas demoraram a perceber a origem do problema. A comunicação entre os agentes iniciou-se entre maio e junho e, apesar de haver sinais disso, a OpenAI não os conseguiu resolver. Além disso, só cerca de dez dias depois do ataque, no início de julho, é que a ligação aos agentes de IA foi identificada. Ou seja, durante vários dias, estes agentes conseguiram contornar mecanismos de controlo e executar ações não autorizadas que nenhum humano lhes tinha ordenado.

Este caso não prova que a IA tenha consciência ou intenção própria, mas mostra que já consegue encontrar caminhos não antecipados pelos seus criadores, coordenar-se e explorar vulnerabilidades fora dos limites previstos. E fá-lo a uma velocidade que torna a supervisão exclusivamente humana estruturalmente insuficiente.

Os riscos são óbvios, mas ganham outra dimensão quando estes sistemas deixam de se limitar a recomendar e passam a decidir e a executar no mundo físico: na rede elétrica, num hospital ou no sistema de defesa de um país. Uma IA que erra ou que age sem controlo numa infraestrutura crítica, sem ser confrontada com a realidade, pode produzir danos irreversíveis.

Coxon põe a nu um problema coletivo: todos reconhecem os riscos, mas ninguém os quer conter, porque ninguém quer perder a corrida pela liderança do ativo mais relevante da história recente. Daqui nasce uma falsa escolha entre dois extremos: deixar o desenvolvimento avançar num faroeste tecnológico ou tentar travá-lo administrativamente. Não temos de escolher entre inovação e segurança. Temos de mudar a arquitetura através da qual a IA passa a ter autoridade para agir.

A ideia de Coxon de que a defesa para os perigos da IA é uma IA mais lenta não é necessariamente verdade. A UE deu um passo importante com o AI Act, ao impor obrigações adicionais de avaliação, mitigação de riscos, comunicação de incidentes e cibersegurança aos modelos de IA de finalidade geral considerados de risco sistémico.

Ler a notícia completa no Observador ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

Mais de Observador

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›