Mosquito-tigre detetado em Braga e Amares mas não há casos de transmissão de doenças
As autoridades de saúde identificaram a presença nos concelhos de Braga e Amares do mosquito-tigre, mas ainda não foram detetados insetos infetados nem registados casos de transmissão local de doenças como dengue, zika e chikungunya, foi esta sexta-feira anunciado.
Em comunicado, a Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga refere que os exemplares foram recolhidos pela sua Unidade de Saúde Pública (USP), no âmbito da Rede de Vigilância de Vetores (REVIVE).
“Após os alertas da população em ambos os municípios, a equipa da USP intensificou a sua ação nesses locais para investigar e recolher amostras, mantendo a vigilância nas zonas da primeira deteção e nas áreas envolventes, para perceber a distribuição da espécie no território, em articulação com os municípios de Amares e Braga”, refere Pedro Pereira, coordenador da USP da ULS Braga.
A ULS acrescenta que a vigilância prossegue no terreno, em articulação com os municípios de Amares e de Braga, que implementam ações de verificação de espelhos de água e de espaços públicos, bem como de comunicação às juntas de freguesia.
As ações de controlo, quando necessárias, são decididas e coordenadas pelas autoridades de saúde, com base na avaliação técnica de cada situação.
“Pede-se que não sejam feitas aplicações de inseticida por iniciativa própria”, apela a USF.
“Pequenas quantidades de água parada em recipientes domésticos podem servir de local de desenvolvimento para o mosquito-tigre. Por isso, recomenda-se a eliminação regular da água acumulada em pratos de vasos, baldes, caleiras e outros recipientes, bem como a limpeza frequente dos bebedouros de animais. Para evitar picadas de mosquito, recomenda-se também o uso de repelente de insetos, de roupas compridas, claras e largas, e de redes mosquiteiras nas janelas”, aconselha.
A ULS diz que as deteções mostram que a vigilância está a funcionar e que isso se deve também às pessoas que nos fizeram os alertas.
“O risco para a saúde pública é reduzido, mas cada um de nós tem um papel importante: eliminar água parada em casa e no quintal reduz a probabilidade de proliferação deste mosquito”, acrescenta Pedro Pereira.
O mosquito Aedes albopictus, conhecido como mosquito-tigre, é uma espécie invasora atualmente presente em vários países europeus, incluindo Portugal e tem capacidade de transmitir doenças como dengue, zika e chikungunya.
A ULS Braga apela a quem observar um mosquito com características suspeitas para comunicar a ocorrência através das plataformas MosquitoWeb e Mosquito Alert.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.