quinta-feira, 15 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
› Três mulheres assassinadas por homens nos últimos dias em Portugal› Houthis reivindicam mais ataques à Arábia Saudita. Iémen enfrenta situação humanitária dramática› Trump já fala como se fosse dono da Gronelândia. Dinamarca responde› "Garantimos que cada português que teve esse esforço adicional vai ser ressarcido do que foi investido na TAP"› Papa mantém visita de 15 dias à América do Sul em novembro. Especialistas dizem que o calendário é apertado› Lufthansa é a escolhida do Governo para a TAP. Paga mais de mil milhões de euros por 44,9% da companhia aérea› Leão XIV está a recuperar bem da cirurgia e já iniciou a fisioterapia respiratória› Detalhes do negócio da TAP recebidos com críticos dos partidos da oposição, da esquerda à direita› Centenas de estudantes saíram à rua no Porto contra o aumento das propinas e cortes no ensino superior› Polígrafo. Economia portuguesa vai crescer mais do dobro da média europeia em 2026?› Três mulheres assassinadas por homens nos últimos dias em Portugal› Houthis reivindicam mais ataques à Arábia Saudita. Iémen enfrenta situação humanitária dramática› Trump já fala como se fosse dono da Gronelândia. Dinamarca responde› "Garantimos que cada português que teve esse esforço adicional vai ser ressarcido do que foi investido na TAP"› Papa mantém visita de 15 dias à América do Sul em novembro. Especialistas dizem que o calendário é apertado› Lufthansa é a escolhida do Governo para a TAP. Paga mais de mil milhões de euros por 44,9% da companhia aérea› Leão XIV está a recuperar bem da cirurgia e já iniciou a fisioterapia respiratória› Detalhes do negócio da TAP recebidos com críticos dos partidos da oposição, da esquerda à direita› Centenas de estudantes saíram à rua no Porto contra o aumento das propinas e cortes no ensino superior› Polígrafo. Economia portuguesa vai crescer mais do dobro da média europeia em 2026?
Economia

Resistência Académica

Jornal Económico ·
Resistência Académica

Comecemos por relembrar duas características fundamentais dos movimentos populistas a cujo desenvolvimento temos assistido no eixo transatlântico na última década.

Se não estão no poder, alimentam as ondas de insatisfação, apresentando-se como antissistema (“drenem o pântano”, dizia Trump em 2016) e tentam consolidar o seu apelo eleitoral através da deturpação e simplificação das mensagens, numa dinâmica de visibilização on-line e nos ciclos noticiosos que passa pela dupla lógica do bode expiatório e da vitimização, sempre testando os limites do inaceitável e querendo chocar e perturbar os ‘inimigos’.

Como é sabido, o engodo é aqui performativo.

Criam a sua própria relevância ao invadir o espaço público , e manter-se sempre no centro da conversa.

Esta dinâmica de provocação da indignação tem como correlato um aspeto a que por vezes se presta menos atenção, mas que não deixa de ser central: o seu anti-intelectualismo.

A razão é fácil de entender.

A lógica de manipulação das emoções é avessa ao pensamento crítico e às competências de uma reflexão lenta e baseada nos factos.

Não espanta, por isso, que quando chegam ao poder tendam a eleger as instituições universitárias e científicas como um dos seus alvos, sobretudo quando por trás destes movimentos estão tendências autocráticas ou iliberais.

Vimo-lo no Brasil, com Bolsonaro, e nos Estados Unidos , com Trump.

No limite, e como o caso da Hungria durante o domínio de Orbán demonstrou amplamente , é possível minar uma democracia a partir de dentro.

Isso pode ser feito controlando os tribunais, a fórmula de financiamento dos partidos, ou atacando a autonomia da imprensa e das Universidades – pense-se, no caso húngaro, na expulsão da Central European University .

Nesse período, de resto, as ações de intimidação de grupos organizados de extrema-direita eram frequentes, visando opositores políticos, jornalistas, minorias e a comunidade LGBT.

A invasão da Rádio Universidade de Coimbra Por que razão é o contexto acima apresentado importante? Porque é neste pano de fundo que se deve entender a invasão à Rádio Universidade de Coimbra (RUC), na passada segunda-feira, por parte de duas deputadas eleitas pela variante portuguesa desta tendência internacional.

Era a estreia do programa “Ampulheta”, descrito como um programa de debate político entre jovens das juventudes dos partidos que têm assento na Assembleia da República, em esquema de rotatividade.

Ler a notícia completa no Jornal Económico ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

Mais de Jornal Económico

Ver tudo ›

Mais em Economia

Ver tudo ›