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Elevador da Glória: "Tudo" pelas vítimas, mas sem processo disciplinar?

Notícias ao Minuto - País ·
Elevador da Glória: "Tudo" pelas vítimas, mas sem processo disciplinar?

"A Carris e a Câmara Municipal de Lisboa (CML) têm feito tudo, tudo, tudo para ir ao encontro das vítimas, aos familiares das vítimas" do acidente do Elevador da Glória. A garantia foi dada pelo vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Gonçalo Reis, aos jornalistas, após a apresentação da solução para o futuro ascensor.

Porém, as palavras do autarca não se espelham nas queixas que têm vindo a público das vidas devastadas pela tragédia do dia 3 de setembro de 2025, que ceifou 16 vidas e fez dezenas de feridos.

Na semana passada, o Expresso publicou uma entrevista com o casal alemão que ficou gravemente ferido no descarrilamento do ascensor e este assegurou que "ninguém de Portugal demonstrou interesse até hoje".

"Ninguém entrou em contacto connosco, a não ser a Embaixada da Alemanha em Lisboa. E da parte da seguradora portuguesa Fidelidade também não houve qualquer pagamento ou apoio", assegurou Adrian ­Schmid, apesar de tanto a autarquia como a seguradora afiançarem que todas as vítimas foram contactadas após o acidente, incluindo esta família.

Mas o casal não é caso único. Longe disso. À RTP , Ana Fernandes, outra sobrevivente, também se queixa. Não só da falta de apoio, como também da falta de respostas.

E hoje, o jornal Público fala de maus uma ausência significativa. É que quase um ano após o trágico descarrilamento do Elevador da Glória, a Carris, que operava o ascensor, não abriu qualquer processo disciplinar relacionado com o acidente.

A empresa municipal admite vir a fazê-lo mais tarde, quando as investigações em curso estiverem concluídas, uma vez que "considera que qualquer avaliação de eventuais responsabilidades deverá ser feita com base nas respectivas conclusões".

Contudo, tal como lembraram vários especialistas existe o risco de algumas infracções disciplinares poderem prescrever, seja por não serem crime (o que alarga o respectivo prazo de prescrição), seja porque o visado foi absolvido no julgamento penal.

Existem, neste momento, três investigações ao acidente a decorrer. Uma, dirigida pelo Ministério Público (MP), que pretende apurar eventuais responsabilidades criminais no acidente, uma segunda a cargo do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), que pretende investigar este caso com o objectivo de contribuir para a melhoria da segurança através da prevenção de futuros acidentes e uma interna, da própria Carris, que segundo a empresa, está a ser realizada pela "Comissão de Inquérito de Acidente Grave (CIAG) da Carris - uma estrutura exclusivamente técnica - que procura apurar circunstâncias, informar o conselho de administração e propor medidas preventivas".

O descarrilamento do elevador da Glória ocorreu em 3 setembro de 2025, causando 16 vítimas mortais e 24 feridos de 15 nacionalidades diferentes.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - País.

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