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Até 12€ por peça da Shein ou Temu. Arranca hoje nova taxa em França

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Até 12€ por peça da Shein ou Temu. Arranca hoje nova taxa em França

F rança começa a aplicar, a partir desta terça-feira, dia 1 de setembro, um sistema de penalizações que visam as fast fashion e preveem taxas de até 12 euros , por exemplo, por peça de roupa da Shein ou da Temu.

De acordo com a Reuters , as penalizações fazem parte de uma lei aprovada em junho de 2026 e variam entre 0,25 euros para artigos pequenos (como meias) e até 12 euros para peças maiores (como casacos) .

Contudo, o valor total da multa não pode ultrapassar 50% do preço do produto antes de impostos.

A medida, refira-se, deverá afetar sobretudo as grandes plataformas de comércio online - como a Shein ou a Temu -, que têm milhões de produtos disponíveis online e lançam milhares de novos artigos por dia .

Ao que indica a Reuters, retalhistas europeus como a Zara ou a H&M serão menos impactados pela medida, uma vez que têm uma oferta mais limitada online.

As ações da gigante da moda 'online' Shein caíram hoje mais de 9% nos primeiros minutos de negociação na Bolsa de Hong Kong, numa estreia que avaliou a empresa em cerca de 22.600 milhões de euros.

Os títulos chegaram a negociar em torno de 44 dólares de Hong Kong (4,84 euros), abaixo do preço de 48,56 dólares de Hong Kong (5,34 euros) fixado para a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês).

A empresa colocou no mercado 280 milhões de ações e captou cerca de 13.600 milhões de dólares de Hong Kong (quase 1.500 milhões de euros), naquela que era uma das mais aguardadas estreias em bolsa dos últimos anos na região administrativa especial chinesa.

A operação avaliou a Shein em pouco mais de 26.000 milhões de dólares (22.390 milhões de euros), cerca de um quarto dos quase 100.000 milhões de dólares (86.000 milhões de euros) atribuídos à empresa numa ronda privada de financiamento realizada em 2022.

Fundada na China em 2012 e atualmente sediada em Singapura, a Shein indicou que pretende utilizar a maior parte dos fundos captados para reforçar as capacidades tecnológicas e expandir a presença internacional.

A cotação em Hong Kong concretizou-se após tentativas frustradas de entrada nas bolsas de Nova Iorque, em 2023, e Londres, em 2024, perante obstáculos regulatórios e oposição política relacionada, entre outros fatores, com o escrutínio sobre a cadeia de fornecimento da empresa na China.

A plataforma recebeu, no início de julho, a aprovação do regulador chinês dos mercados para avançar com a cotação em Hong Kong.

A Shein tornou-se uma das principais empresas mundiais de 'ultra fast-fashion', modelo assente no lançamento contínuo de novas coleções a preços reduzidos e na promoção através das redes sociais, sobretudo junto de consumidores mais jovens.

Apesar de estar sediada em Singapura, a empresa mantém grande parte da cadeia de fornecimento na China, beneficiando da dimensão da indústria têxtil e da rede logística do país.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Economia.

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