Sobe para 680 o número de vítimas mortais de enxurrada
A enxurrada de quarta-feira que atingiu a zona fronteiriça entre o Nepal e o Tibete causou a morte de pelo menos 683 pessoas, de acordo com um novo balanço divulgado este sábado, 29 de agosto, pelas autoridades nepalesas.
Segundo a autoridade responsável pela gestão de situações de emergência no Nepal, morreram pelo menos 675 pessoas - a que se juntam mais sete mortes no lado da China - e mais de duas mil estão desaparecidas, incluindo mais de 500 estrangeiros.
Mais de 3.700 pessoas já foram resgatadas no Nepal.
A China divulgou um balanço provisório de sete mortos no Tibete, o que eleva o número total de vítimas mortais para 683.
O brigadeiro-general Raja Ram Basnet, porta-voz do exército nepalês, disse que as operações com helicópteros estavam suspensas até que as condições meteorológicas melhorassem, mas garantiu que os esforços de resgate continuam no estaleiro de construção de uma central hidroelétrica.
As autoridades acreditam que mais de 100 pessoas estão presas num túnel cheio de lama espessa nesse local.
Basnet disse que os socorristas usaram cestos e cordas para chegar a algumas pessoas, mas a operação continuava a ser difícil, sobretudo devido à lama, com 1,2 a 1,5 metros de espessura.
O porta-voz disse que as equipas de resgate também foram forçadas a mudar temporariamente de local quando as autoridades emitiram alertas sobre possíveis novas inundações.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros disse na sexta-feira que dois portugueses dados como desaparecidos na sequência da enxurrada foram "localizados em segurança", mas há dois novos desaparecimentos, elevando o total para três.
Nepal procura desaparecidos e alerta para risco de nova enxurrada Enxurrada nos Himalais.
Dois portugueses foram localizados mas há dois novos desaparecidos
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