B-Parts acelera 20% no primeiro semestre e quer "ultrapassar os 80 milhões de euros no final de 2026"
Manuel Araújo Monteiro, administrador e cofundador da B-Parts, plataforma digital que se dedica à venda de peças automóveis originais usadas, analisa o desempenho da empresa no primeiro semestre e detalha o plano de expansão.
Em entrevista ao DN/Dinheiro Vivo, o gestor antevê ainda o impacto das novas diretivas europeias de sustentabilidade no modelo de negócio da subsidiária da Stellantis.
Qual o desempenho da B-Parts no primeiro semestre de 2026 em números e que leitura faz destes resultados? O primeiro semestre confirmou a trajetória que temos vindo a construir nos últimos anos.
Fechámos os primeiros seis meses com um crescimento da faturação na ordem dos 20% face ao período homólogo, o que nos coloca numa posição sólida para ultrapassar os 80 milhões de euros no final de 2026.
O nosso stock global também cresceu em mais de 3,5 milhões de produtos, o que representa um aumento acima de 20%.
Este desempenho não veio apenas do reforço em mercados já consolidados, mas também do contributo crescente de mercados mais recentes, onde a rede de parceiros e fornecedores que temos vindo a expandir começa já a ter um peso relevante nos resultados.
Por isso, a leitura que faço é bastante positiva: estamos dentro do orçamento e em linha com o objetivo que definimos para 2026, que é crescer cerca de 20% de forma transversal, isto é, em encomendas, volume de negócios e inventário.
A empresa definiu essa meta porquê? E que crescimento representa relativamente a 2025? Os 80 milhões de euros não são um número escolhido ao acaso: resultam diretamente da trajetória de crescimento que temos vindo a manter nos últimos anos e da leitura que fazemos do mercado para 2026.
Representam um crescimento de cerca de 23% face a 2025, que é exatamente o ritmo que temos vindo a registar de forma consistente.
Neste momento, os resultados do primeiro semestre e o desempenho dos diferentes mercados dão-nos confiança para dizer que vamos ultrapassar essa fasquia.
Esta meta assenta em três pilares.
Primeiro, a consolidação nos mercados onde já estamos presentes há mais tempo, como Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália e EUA, onde continuamos a ganhar quota.
Segundo, a maturação dos mercados mais recentes, onde a rede de parceiros e fornecedores que reforçámos ao longo do último ano começa agora a gerar volume relevante.
É o caso, por exemplo, da nossa entrada na Polónia, enquanto fornecedor.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.