Setembro, o mês em que a escola volta a ser prioridade
O novo ano letivo aproxima-se com problemas conhecidos, mas também com a oportunidade de olhar para a Educação sem dramatismos, nem complacência.
A falta de professores continua a exigir respostas e o processo dos Exames Nacionais será agora também analisado pelo Ministério Público.
E nesta fase, importa garantir confiança na escola.
Setembro devolve inevitavelmente a Educação ao centro das preocupações de milhares de famílias portuguesas.
Regressam os horários, os livros, as mochilas, as rotinas e aquela expectativa que acompanha sempre um novo ano letivo: que tudo esteja preparado para que professores e alunos possam fazer aquilo que verdadeiramente importa – ensinar e aprender.
Este ano não será diferente.
Há dificuldades por resolver, algumas antigas, outras decorrentes de mudanças recentes no funcionamento do sistema.
Os números conhecidos esta terça-feira merecem atenção.
Segundo a Fenprof, existem 2650 horários em oferta de escola por preencher , correspondentes a mais de 50 mil horas.
Destes, 2152 são horários completos e anuais.
A situação é particularmente expressiva na Grande Lisboa, onde a estrutura sindical contabiliza 1426 horários ainda por preencher.
"A falta de professores é uma das questões estruturais mais importantes da escola portuguesa.
Resulta de problemas acumulados ao longo de anos: o envelhecimento da classe docente, as aposentações, a dificuldade em atrair novos profissionais (...)." São números da Fenprof e devem ser apresentados e interpretados como tal.
O processo de colocação de professores continua e será a realidade encontrada nas escolas no início efetivo das aulas que permitirá avaliar com maior rigor a dimensão do problema.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.