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Economia

A resiliência mede-se pela resposta às falhas

ECO ·
A resiliência mede-se pela resposta às falhas

Durante demasiado tempo, as fragilidades dos sistemas de controlo interno foram encaradas como um tema técnico, reservado a diretores financeiros, responsáveis de risco e auditores.

Essa visão tornou-se insuficiente.

Num setor segurador cada vez mais dependente de tecnologia, dados, automatização e exigências regulatórias complexas, uma fragilidade material já não representa apenas uma falha de controlo.

Representa uma falha de liderança.

O debate sobre fragilidades materiais e deficiências significativas ganha relevância numa altura em que a transformação digital acelera e os modelos de negócio se tornam mais interligados e mais difíceis de supervisionar.

O que está em causa não é apenas a existência de falhas, mas a capacidade das organizações para as compreender, antecipar e corrigir antes que se transformem em perdas financeiras e danos reputacionais.

Observa-se uma alteração gradual na natureza das deficiências identificadas nas organizações.

No passado, muitas estavam associadas a processos manuais, documentação incompleta ou separação inadequada de responsabilidades.

Embora estes problemas continuem a existir, começam a surgir fragilidades mais complexas, relacionadas com a qualidade dos dados, a governação da informação, a dependência de fornecedores tecnológicos e a falta de visibilidade sobre processos cada vez mais automatizados.

O paradoxo merece reflexão.

As empresas de seguros investem somas significativas na modernização tecnológica com o objetivo de reduzir riscos operacionais e aumentar a eficiência.

Porém, frequentemente criam novas vulnerabilidades que os mecanismos tradicionais de controlo não conseguem acompanhar.

Quanto mais sofisticada é a organização, mais sofisticadas tendem a ser também as suas fragilidades.

Existe igualmente uma questão cultural que raramente é discutida.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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