Quatro mortos em ataques israelitas em Gaza
Quatro palestinianos foram mortos hoje em ataques israelitas na Faixa de Gaza, de acordo com a Defesa Civil local e dois hospitais, poucos dias após o primeiro aniversário de um cessar-fogo que não pôs fim às hostilidades.
Dois jovens morreram num ataque do exército israelita a um veículo perto de Khan Younes, no sul do território palestiniano, segundo o hospital Nasser e o porta-voz da Defesa Civil, organização de primeiros socorros a operar sob a autoridade do Hamas, Mahmoud Bassal.
Num ataque a um edifício residencial na cidade da Gaza (norte) foram mortas outras duas pessoas, incluindo uma mulher, de acordo com Bassal e o hospital al-Chifa.
O exército israelita não comentou até ao momento estes ataques.
Mas, hoje anunciou, mais cedo, ter matado mais de 100 'terroristas' nos últimos quatro meses no âmbito de uma operação no norte de Gaza.
O exército também declarou ter destruído cerca de oito quilómetros de túneis usados pelos combatentes do movimento islamista palestiniano Hamas.
O Primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, em campanha para a sua reeleição nas legislativas do país, que se antecipam disputadas no final do mês, jurou continuar a visar o Hamas apesar do cessar-fogo que entrou em vigor a 10 de outubro de 2025, e da libertação dos últimos reféns vivos raptados pelo movimento a 07 de outubro.
O ataque sem precedentes, levado a cabo pelo Hamas a 07 de outubro de 2023 em solo israelita causou a morte de 1.221 pessoas, segundo uma contagem da agência de notícias francesa AFP.
A ofensiva lançada em retaliação por Israel em Gaza causou mais de 74.300 mortos, de acordo com o ministério da Saúde controlado pelo Hamas e cujos números são considerados fiáveis pela ONU.
Apesar de Israel ter reduzido a intensidade das suas operações militares, os seus ataques em Gaza continuam a um ritmo quase diário.
Desde 10 de outubro de 2025, provocaram pelo menos 1.450 mortos, segundo o Ministério da Saúde do território palestiniano, colocado sob a autoridade do Hamas, cujos números são considerados fiáveis pela ONU.
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