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Família Bolsonaro 'semeia' candidatos para preservar capital político

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Família Bolsonaro 'semeia' candidatos para preservar capital político

P rofessora do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB), Messenberg estuda a extrema-direita no Brasil e no mundo há dez anos e considera que a estratégia dos Bolsonaro tem características de uma dinastia política, embora o fenómeno não seja exclusivo da direita.

"Essa ideia de dinastias políticas não é nova no Brasil e no mundo", afirmou a socióloga, para quem a principal particularidade dos Bolsonaro está na atuação coordenada da família nuclear, formada por Jair Bolsonaro, os filhos e a mulher, Michelle.

"Eles veem a política como um negócio familiar", afirmou Messenberg, acrescentando que a família procura manter diferentes membros em espaços eleitorais distintos para garantir presença territorial e preservar um capital político associado ao sobrenome.

O Rio de Janeiro continua a ser o principal berço político da família, construído pela trajetória do ex-Presidente Jair Bolsonaro, que foi deputado federal pelo estado entre 1991 e 2018, e onde Flávio e Carlos também desenvolveram as carreiras.

O estado do Sudeste brasileiro é o terceiro maior reduto eleitoral do Brasil, atrás de São Paulo e Minas Gerais.

Flávio Bolsonaro, candidato a presidente do Brasil, foi deputado estadual do Rio de Janeiro entre 2003 e 2019 e é senador pelo estado desde 2019, enquanto Carlos disputa eleições para o legislativo da capital fluminense desde 2004.

Nas eleições deste ano, porém, a família ampliou a presença para outros territórios, com a ex-primeira-dama do Brasil Michelle Bolsonaro a disputar o Senado pelo Distrito Federal e Carlos e Jair Renan Bolsonaro a concorrerem por Santa Catarina.

Os demais candidatos são Rogéria Nantes Bolsonaro, ex-mulher de Jair Bolsonaro e mãe de Flávio, Carlos e Eduardo, disputa um lugar como deputada federal pelo Rio de Janeiro.

Há também, Renato, irmão do ex-Presidente, candidato a deputado federal e os primos de Bolsonaro: Marcelo e Valéria Bolsonaro, todos candidatos a deputado estadual em São Paulo.

Eduardo Bolsonaro, outro filho de Jair, que já foi deputado federal por São Paulo, não é candidato porque está inelegível e mora nos Estados Unidos desde o ano passado.

Para Messenberg, a dispersão territorial permite à família procurar novos eleitores sem abandonar os redutos tradicionais, numa estratégia que procura ampliar o alcance do bolsonarismo e manter o controlo sobre o capital político do sobrenome.

"Eles se movimentam onde podem expandir o eleitorado para fora do Rio de Janeiro, sendo a sua base eleitoral mais forte", explicou a socióloga, destacando as escolhas do Distrito Federal e de Santa Catarina.

A escolha de Santa Catarina, onde concorrem Carlos ao Senado e Jair Renan à Câmara dos Deputados, também encontra explicações históricas, segundo Messenberg, que considera o estado tradicionalmente conservador e particularmente recetivo a discursos da extrema-direita.

A socióloga baseia-se em estudos sobre a existência de células nazis e movimentos nessa direção no estado desde períodos anteriores da história brasileira.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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