China pede progressos rumo a uma "solução política" depois de Trump ter anunciado redução dos exercícios militares conjuntos com Seul
A China pediu esta segunda-feira progressos rumo a uma "solução política" para a questão da Península Coreana, depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado que ordenou uma redução "substancial" nos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul e aludir à sua boa relação com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.
"Tomámos conhecimento das informações relevantes. Manter a paz e a estabilidade na Península Coreana e promover uma solução política para a questão da península é do interesse comum de todas as partes", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Lin Jian, numa conferência de imprensa esta segunda-feira.
Lin respondia a uma pergunta sobre se Pequim apoiaria o retomar do diálogo entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, depois de Trump ter justificado a sua decisão citando tanto o custo dos exercícios como a sua "óptima relação" com Kim.
Questionado mais tarde se a China acredita que uma possível aproximação entre Washington e Pyongyang poderia representar um desafio para a relação entre Pequim e a Coreia do Norte, o porta-voz evitou comentar e simplesmente reiterou que uma solução política vai ao encontro dos "interesses comuns de todas as partes".
Trump afirmou no domingo que ordenou ao secretário da Defesa, Pete Hegseth, que reduzisse "substancialmente" os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul, que descreveu como dispendiosos e um sinal "inapropriado e hostil" para a Coreia do Norte.
A Coreia do Norte, que considera estes exercícios um ensaio para uma invasão do seu território, tinha alertado na semana passada para uma resposta à sua realização e realizou recentemente novos lançamentos de mísseis balísticos.
Trump afirmou que os exercícios são um ensaio para uma invasão do seu território. Durante o seu primeiro mandato, Trump já tinha reduzido ou suspendido alguns exercícios militares com a Coreia do Sul, em paralelo com a sua aproximação diplomática a Kim, com quem realizou três encontros entre 2018 e 2019 que não resultaram num acordo sobre o programa nuclear norte-coreano.
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