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Um país que vive a duas velocidades

Diário de Notícias ·
Um país que vive a duas velocidades

Portugal está a crescer.

No final de 2025, viviam no país 11.424.031 pessoas, mais 36.809 do que um ano antes.

Entre 2021 e 2025, a população residente aumentou em 824.914 pessoas, impulsionada sobretudo por fluxos migratórios excecionalmente elevados.

É uma transformação demográfica extraordinária para um país que durante anos se habituou a discutir a perda de população.

Mas os números nacionais escondem uma realidade muito mais complexa.

Portugal pode ganhar habitantes e continuar a ser um país a duas velocidades.

O problema já não pode ser descrito simplesmente através da velha oposição entre um litoral que cresce e um interior que desaparece.

A realidade tornou-se mais complexa.

Há cidades e municípios do interior que conseguem atrair novos residentes, há imigração a compensar parcialmente perdas demográficas e há territórios que encontraram novas atividades económicas.

Mas permanece uma desigualdade fundamental: o lugar onde se vive continua a condicionar demasiado as oportunidades disponíveis.

O acesso a transportes públicos, cuidados de saúde, ensino, emprego qualificado, cultura e até determinados serviços básicos varia profundamente ao longo de um território que, à escala europeia, é relativamente pequeno.

Os próprios dados demográficos ajudam a perceber o desafio.

Segundo o INE, o crescimento populacional registado entre 2021 e 2025 foi fortemente determinado pela imigração.

Em 2022, o aumento da população atingiu 330.587 pessoas; em 2023, 274.643; e, em 2024, 182.875.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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