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O elevador social não existe - é uma finta vossa

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Fazer um percurso no Ensino Superior é muito mais do que tirar um curso.

É alargar horizontes, confrontar ideias e supostamente aumentar as possibilidades de uma vida melhor.

Há números que deviam envergonhar um país e este é um deles: apenas 3% dos jovens que ingressaram no Ensino Superior são dos estratos sociais mais pobres.

Durante décadas, sedimentou-se a ideia de que a Educação era o grande elevador social.

A democratização do ensino seria garantia de equidade: uma criança nascida numa família pobre poderia, através da escola pública, conquistar um futuro diferente.

Quando o acesso à universidade depende cada vez mais do rendimento familiar, não estamos perante uma questão de mérito, estamos sim, perante uma questão de classe.

Essa promessa, no quadro neoliberal, não é uma realidade.

A desigualdade começa muito antes da candidatura ao Ensino Superior: na pobreza infantil, nos baixos salários, nas condições de habitação, no acesso à cultura, nos recursos das escolas, no ter computador ou simplesmente um espaço tranquilo para estudar.

E prolonga-se na universidade, com propinas e rendas incomportáveis, transportes, alimentação e materiais escolares.

Uma ação social insuficiente que deixa demasiados jovens pelo caminho.

O aumento do custo de vida tornou esta escolha ainda mais brutal.

Para muitas famílias, enviar um filho para estudar noutra cidade é uma operação financeira impossível.

Muitos jovens trabalham enquanto estudam; outros escolhem não o curso que desejam, mas aquele que conseguem pagar.

Não é liberdade de escolha.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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