Comandante da PSP pede mais polícias em Lisboa e “menos discursos alarmistas”
O comandante do comando metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP defendeu esta quinta-feira um reforço de polícias para o maior comando do país , considerando que a área do Cometlis está a funcionar com “o efetivo mínimo” para todas as necessidades.
Pediu ainda “menos discursos alarmistas” sobre segurança na praça pública e o apoio de diversas entidades públicas e privadas, entre as quais as autarquias , fazendo a Câmara de Lisboa parte da solução.
Em entrevista à Lusa, o superintendente-chefe Luís Elias lembrou que o Cometlis abrange nove concelhos com uma população de cerca de três milhões de pessoas (Amadora, Cascais, Lisboa, Loures, Odivelas, Oeiras, Sintra, Vila Franca de Xira e Torres Vedras).
Montenegro ‘dá’ prédio a Lisboa e alternativa à VCI ao Porto Ler Mais “ Para três milhões diários [de população] temos seis mil polícias .
Portanto, eu penso que este número terá que ser reforçado”, considerou, alertando para a necessidade deste comando ter “um número aceitável de polícias para acorrer a todos os desafios” na área do Cometlis.
Segundo Luís Elias, é neste comando que decorrem os eventos mais complexos , nomeadamente manifestações públicas de protesto, grandes eventos desportivos, culturais e políticos, segurança em embaixadas e em órgãos de soberania.
Para três milhões diários [de população] temos seis mil polícias.
Portanto, eu penso que este número terá que ser reforçado.
Luís Elias Comandante do comando metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP “É importante que tenhamos noção de que esta é a maior unidade armada e uniformizada do país .
Não tem dimensão e comparação com mais nenhuma unidade dentro da PSP e com mais nenhuma unidade de outra força de segurança.
O efetivo do Cometlis é maior do que a Marinha portuguesa.
É maior do que o efetivo da Polícia Judiciária”, sublinhou, realçando que, apesar desta dimensão, os recursos não são em abundância.
Tendo em conta esta “realidade complexa” da área metropolitana de Lisboa, Luís Elias afirmou que “o número de polícias não pode baixar até determinado nível “.
“Neste momento, o efetivo que temos é o mínimo para acorrer a todas as necessidades.
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