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ULS da Lezíria investe 2,39 ME em cirurgia robótica

Observador ·
ULS da Lezíria investe 2,39 ME em cirurgia robótica

A Unidade Local de Saúde da Lezíria vai reforçar a sua capacidade cirúrgica com a instalação de um novo sistema de cirurgia robótica, adquirido através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), num investimento de 2,39 milhões de euros.

Em comunicado, a ULS da Lezíria refere hoje que o equipamento representa “um marco na modernização da capacidade cirúrgica” da instituição e torna a unidade a primeira em Portugal continental a instalar um sistema cirúrgico robótico de última geração.

Segundo a administração, a nova plataforma incorpora “mais de 150 alterações e inovações de design face à geração anterior”, incluindo tecnologia que permite ao cirurgião receber informação sobre a força aplicada pelos instrumentos durante determinados procedimentos.

O sistema dispõe ainda de “uma nova arquitetura de processamento, visualização e controlo”, bem como de funcionalidades que permitem uma visão tridimensional de alta definição do campo operatório, instrumentos que permitem uma elevada amplitude de movimentos e maior precisão na execução dos gestos cirúrgicos.

A introdução da cirurgia robótica na ULS da Lezíria inclui também uma componente de formação e diferenciação profissional, estando a plataforma equipada com ferramentas destinadas à simulação, ao treino e ao aperfeiçoamento técnico das equipas clínicas.

A implementação do programa será feita de forma gradual, “acompanhando a formação dos profissionais e a definição dos protocolos clínicos e organizacionais necessários à utilização da tecnologia”, lê-se no comunicado.

Prevê-se que o equipamento venha a ser utilizado em várias especialidades: Urologia, Cirurgia Geral, Cirurgia Bariátrica, Cirurgia Colorretal, Ginecologia e Otorrinolaringologia, dependendo dos critérios clínicos e do processo de certificação das equipas.

Citado no comunicado, o presidente da administração da ULS da Lezíria, Pedro Marques, considerou que o investimento traduz o compromisso da instituição “no reforço da diferenciação clínica das equipas cirúrgicas”, contribuindo também para a atração e retenção de profissionais.

O responsável salientou ainda os benefícios esperados para os doentes, apontando uma maior precisão cirúrgica, redução do risco de erro, menor trauma cirúrgico, cicatrizes mais pequenas, menos sangramento, diminuição dos tempos de internamento e recuperações mais rápidas.

Segundo Pedro Marques, o sistema apresenta igualmente potencial nas áreas da inovação, da formação e da investigação clínica.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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