Médio Oriente: Petroleiro incendeia-se no golfo de Omã
O Exército iraniano anunciou hoje que um petroleiro incendiou-se no golfo de Omã quando tentava atravessar uma zona que o Irão declarou como proibida à navegação, perto do estreito de Ormuz, segundo a televisão estatal.
"Há algumas horas, durante operações de patrulha e vigilância a leste do estreito de Ormuz, as equipas de monitorização da Marinha identificaram um navio petroleiro em situação irregular que se incendiou numa área proibida", informou o Exército iraniano num comunicado divulgado pela estação televisiva oficial.
"O navio petroleiro em situação irregular tinha desativado os seus sistemas de rastreamento e tentava atravessar a zona proibida", acrescentou a mesma fonte, sem adiantar pormenores sobre a origem do incêndio.
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), que tem forças mobilizadas na região do Médio Oriente, ainda não se pronunciou sobre este incidente.
O Irão mantém bloqueado o estreito de Ormuz desde o início da guerra, desencadeada em 28 de fevereiro por ataques israelitas e norte-americanos.
Em represália, os Estados Unidos impuseram um bloqueio naval aos portos iranianos.
Em setembro, Teerão anunciou também a criação de uma "zona proibida" perto desta via marítima — crucial para o comércio de hidrocarbonetos —, a qual abrange parte do golfo de Omã.
Além disso, a Marinha da Guarda Revolucionária — a influente força militar ideológica do Irão - alertou recentemente que qualquer embarcação que desativasse os seus sistemas de navegação no estreito de Ormuz seria considerada "hostil" e estaria sujeita a "medidas severas".
Segundo dados de segurança, o número de ataques a embarcações no estreito de Ormuz tem aumentado significativamente desde o início da guerra.
Pelo menos 10 navios foram atacados desde domingo no estreito de Ormuz, com um aumento significativo dos incidentes desde o início da guerra com o Irão, segundo dados divulgados na quarta-feira pela empresa de segurança Vanguard, pela Organização Marítima Internacional (OMI) e pela agência britânica de segurança marítima UKMTO.
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