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É uma hora. Boa noite, meu nome é Rita Lourenço, vamos às notícias na Rádio Observador. Começamos com as declarações de André Ventura sobre o ministro da Administração Interna. André Ventura acusa o primeiro-ministro de estar condicionado no caso Luís Neves e afirma que quem investiga os políticos não deve passar a ser colega deles. Isto numa entrevista que acabou há momentos no canal NOW, onde o líder do Chega foi esclarecer a ameaça de moção de censura anunciada pelo partido na semana passada. Assunto sobre o qual André Ventura diz que irá decidir esta terça-feira, uma vez que vai depender da atitude do ministro da Administração Interna. Na entrevista, Ventura afirma ainda que quem investiga os políticos não deve passar a ser colega deles, alegando que Luís Neves investigava os casos do primeiro-ministro enquanto líder da Polícia Judiciária. Isto nunca deveria ter passado para colega de Luís Montenegro. É o que André Ventura diz, chegando mesmo a dizer que o primeiro-ministro está condicionado.

Faz-me confusão e aumenta-me as suspeitas circuladas e a circular no espaço público, que o primeiro-ministro também não está assim tão livre pra falar sobre isto. Ou dizer que Luís Montenegro está condicionado e que nunca o vi tão condicionado e sem autoridade. Luís Neves, com o passado que tem, e tem, isso é indiscutível, tinha tiro a espinho viva na sua mão e na investigação da Polícia Judiciária, vários casos que envolviam o primeiro-ministro, e passou pra colega do primeiro-ministro. De facto, isto pra qualquer pessoa que veja um bocadinho de fora, é um erro. É um erro político, é um erro moral, é um erro social. Quem investiga os políticos não deve passar pra colega dos políticos.

Para além disso, André Ventura afirma ainda que a Comissão Parlamentar de Inquérito vai avançar independentemente de Luís Neves continuar ou não no cargo.

Mesmo que o ministro Luís Neves saísse, entretanto, por hipótese do governo, o Chega manteria essa comissão parlamentar de inquérito?

A comissão parlamentar de inquérito não tem só a ver com Luís Neves, tem a ver com uma forma de gestão que agora conhecemos numa instituição das mais prestigiadas do país, em que tenho a certeza que os primeiros que querem esta transparência são os que lá estão.

André Ventura, entrevista ao canal NOW sobre o ministro da Administração Interna. E o presidente da República promulgou esta segunda-feira a chamada Lei do Retorno. O diploma foi aprovado na Assembleia da República com votos a favor do PSD, CDS e Iniciativa Liberal. O Chega, na altura, absteve-se e a esquerda votou contra. O diploma seguiu depois pra Belém, onde António José Seguro levantou dúvidas sobre a constitucionalidade de várias destas normas. Porém, os juízes do Tribunal Constitucional decidiram, por unanimidade, não se pronunciar pela inconstitucionalidade desta lei, como explica o Hugo Fortunato de Oliveira.

Depois da luz verde do Constitucional, a promulgação, com António José Seguro a dizer-se esclarecido. O presidente da República tinha enviado o diploma para fiscalização preventiva.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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