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Economia

Sismos, o risco que Portugal não pode adiar

Jornal Económico ·
Sismos, o risco que Portugal não pode adiar

Há quase 270 anos, um terramoto destruiu Lisboa, provocou um maremoto e desencadeou incêndios que consumiram o que restava da cidade.

Não havia seguros, nem sistemas de alerta, nem qualquer estrutura de resposta organizada.

Hoje o conhecimento científico é incomparavelmente maior, mas a preparação institucional e financeira do país continua muito aquém do que a ameaça exige.

Sabemos, mas não agimos na proporção do que sabemos.

Portugal continental situa-se junto à fronteira entre as placas Euroasiática e Africana, na zona de fratura Açores-Gibraltar, uma das regiões sismicamente mais complexas do Atlântico Norte.

Os Açores, numa junção tripla de placas tectónicas, vivem esta realidade de forma ainda mais direta.

As zonas de maior risco, Vale do Tejo, Évora e Algarve, coincidem com áreas de forte densidade populacional e turística, o que amplia o impacto potencial de qualquer evento de grande magnitude.

O problema não é só geológico, é também construtivo.

Grande parte das habitações na região de Lisboa foi construída antes da legislação de proteção sísmica, e os edifícios anteriores à década de 80 não estão preparados para abalos de maior dimensão.

A isto soma-se uma lacuna de proteção financeira alarmante.

Apenas cerca de 19% das habitações portuguesas têm seguro com cobertura sísmica, valor praticamente estagnado há anos, mesmo depois de sismos recentes ao largo da costa terem reacendido o alerta.

Este não é um problema português isolado.

As perdas económicas globais provocadas por catástrofes naturais ultrapassaram os 300 mil milhões de dólares em 2024, pelo nono ano consecutivo acima desse patamar, mantendo-se acima dos 200 mil milhões em 2025.

Menos de metade está coberta por seguros, e a lacuna de proteção é ainda mais dramática fora da Europa e da América do Norte, chegando a mais de 80% em regiões como a Ásia e a América Latina.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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