André Ventura anuncia hoje decisão sobre moção de censura
Passado um ano desde a tragédia do elevador da Glória, a oposição na Câmara de Lisboa reforça as críticas ao presidente do executivo municipal, Carlos Moedas (PSD), acusando-o de se colocar “à margem dos esclarecimentos e da responsabilidade”.
Questionados pela agência Lusa, os vereadores de PS, Livre, BE, PCP e Chega convergem nas críticas à atuação de Moedas — que lidera a governação PSD/CDS-PP/IL na Câmara Municipal de Lisboa (CML) — após o descarrilamento do ascensor da Glória, que ocorreu em 03 de setembro de 2025 e provocou 16 mortos e 24 feridos, de 15 nacionalidades.
“Continuamos sem conhecer as conclusões das auditorias, sem um balanço das medidas executadas e sem informação clara sobre a situação das vítimas e das suas famílias”, expôs a vereação do PS, liderada por Alexandra Leitão.
O Presidente do Chega remeteu para esta quarta-feira a decisão sobre a apresentação de um moção de censura ao Governo liderado por Luís Montenegro.
André Ventura explicou o adiamento da decisão com a necessidade de ouvir o partido e particularmente o grupo parlamentar e pessoas da área política da direita.
A concretizar-se a moção de censura (o cenário mais provável, uma vez que Ventura disse, em entrevista à CNN, estar “tendente” a avançar), será a segunda moção de censura apresentada pelo partido aos governos de Montenegro em apenas um ano e meio. Em fevereiro de 2025, a moção de censura foi chumbada.
Ventura admite que está “tendente a avançar” com moção de censura e anuncia decisão esta quarta-feira
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Luís Neve promete esclarecimentos esta terça-feira. “Era mesmo preciso uma moção de censura”, admite Ventura.
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