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Mendes aconselha "humildade democrática" para reformas

Observador ·
Mendes aconselha "humildade democrática" para reformas

Luís Marques Mendes aproveitou estar esta quarta-feira na Universidade de Verão do PSD numa homenagem a Francisco Pinto Balsemão para alertar para a necessidade de “consensos políticos alargados”. O antigo candidato presidencial lamenta o facto de olhar “para a vida política nacional” e ficar sempre com a ideia de que “vamos ter eleições nos próximos meses.” E observa, de forma crítica: “É tudo num clima de crispação da direita à esquerda, um clima quase de campanha eleitoral.” O ex-líder do PSD fez uma intervenção em que tentou evitar a política interna, mas acabou por exortar a oposição, e também o Governo, a ter “um pouco de humildade democrática e sentido de responsabilidade [para permitir] alguns entendimentos políticos para o país seguir em frente.”

Marques Mendes destacou, já na última pergunta dos alunos, que “o País é mais importante que a circunstância que somos cada um e nós.” O ex-candidato presidencial adverte que “ não podemos viver em campanha eleitoral permanente, se não os assuntos não se resolvem. É preciso haver esse entendimento e é preciso ouvir de todas as partes , a humildade no sentido de dar passos nesse sentido. Ser humilde, ter humildade não é sinónimo de inferioridade, é sinónimo de superioridade moral e política.”

O antigo líder do PSD voltou também a dizer que considera que “não é necessária uma grande revisão constitucional” e diz mesmo que não acha “sequer que seja uma prioridade .” Mendes lembra que “a Constituição não é hoje uma força de bloqueio, não há nenhum problema na saúde, na habitação, na educação, na economia, que precise de mudanças constitucionais”. O ex-líder do PSD acrescenta, no entanto, que já que vai “haver uma revisão constitucional para o ano “, não vê “mal nenhum numa revisão que seja cirúrgica .” E afunila as matérias em que seria uma mais-valia mexer na Constituição: “Há questões que são importantes, o regime de metadatos, o regime de Saúde em matéria de pandemia, algumas questões relativas às questões dos direitos e dos deveres e da ética na Inteligência Artificial.”

Antes, Luís Marques Mendes tinha insistido na ideia, que já tinha defendido em 2025 de criar o Prémio Balsemão Liberdade de Imprensa , que considera que iria “preencher um vazio”. E faz um apelo a alunos da Universidade de Verão: “Espero que me ajudem a consagrar esta ideia. Seja de iniciativa pública ou privada.” do PSD.

O jantar-conferência — que foi uma homenagem a Francisco Pinto Balsemão — foi dividido entre Marques Mendes e a jornalista Maria João Avillez, que lembrou a coincidência que foi estar no ar na SIC Notícias, no painel que tinha às terças-feiras à noite com Ricardo Costa, quando soube da morte de Francisco Pinto Balsemão. Pôde fazer uma homenagem quase de imediato em direto. Na sessão, elogiou o “faro, a intuição e o talento” de Balsemão, lembrando como o fundador do Expresso “adorava o jornalismo”.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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