10h. Metro de Lisboa. Greve convocada a 28 e 30 de outubro
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São 10:01. As notícias com Carla Jorge Carvalho. Na sequência da intervenção policial nos protestos pela habitação no Porto, as opiniões dos partidos divergem. PS e PSD deixam algumas críticas à PSP. Já o CHEGA critica a ausência do ministro da Administração Interna.
Foi este o tema do Explicador desta manhã. Eduardo Cabrita, antigo ministro da Administração Interna, pede que não se desfoque o debate na questão principal, que é a crise na habitação, e pede também respeito pelos manifestantes.
Nós não podemos desfocar a questão. O problema central não é a segurança interna. O problema grave é a habitação, que é de facto um problema que não foi criado agora, mas que se agravou substancialmente nos últimos dois anos. Ora bem, é neste contexto que é necessário ter uma garantia do respeito absoluto pela relevância do direito de manifestação. Eu acho que, neste caso, o que é necessário é uma averiguação independente. Deveria ser feito pela Provedoria de Justiça sobre a proporcionalidade da intervenção da PSP.
Já André Coelho Lima, antigo vice-presidente do PSD, da direção liderada por Rui Rio, critica a intervenção das forças de segurança. Diz: "Estão a ter o efeito contrário ao pretendido".
A força utilizada não foi proporcional à perigosidade latente. Temos que saber reconhecer isso, porque além da proporcionalidade e adequação, obviamente que se exige às forças policiais a avaliação sensata do momento. Ontem houve nova manifestação, já está marcada para Lisboa, ou seja, uma intervenção mais musculada, ao invés de afastar o perigo, fomenta que existam mais iniciativas.
Exatamente isso. Eu penso que o que aconteceu ontem demonstra isso mesmo.
Já do lado do CHEGA, Rui Gomes da Silva aponta o dedo ao ministro da Administração Interna, diz que tem estado desaparecido.
O senhor ministro da Administração Interna desapareceu, ou seja, quando o Estado deveria ser presente, deveria ser forte, devia ser tão forte que não precise ser violento. O problema é que o Estado aqui não é forte, porque desapareceu no campo da administração interna. O senhor ministro anda perdido em parte incerta, desaparecido em combate, em função das galeras, agora na luta de galos com o seu secretário-geral e desapareceu. Ou seja, no momento em que o ministro precisava de estar a liderar, neste caso, as forças de intervenção, a polícia, etc., o senhor ministro deve andar perdido.
Rui Gomes da Silva e o ministro sombra da Justiça por parte do CHEGA. Hoje, em debate no Explicador, esteve os protestos no Porto por causa da habitação.
A organização da manifestação denuncia que havia um grupo de extrema-direita infiltrado e com facas na Praça Dom João I ontem à noite. A PSP não confirmou ainda nenhuma destas denúncias.
Foi por volta da 01:00. Os organizadores do protesto alertaram as autoridades para a presença de pessoas com o propósito de causarem distúrbios. Uma pessoa acabou por ser hospitalizada depois de alegados confrontos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.