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Do "episódio de folclore" aos "malabarismos" do Chega: As reações à moção

Notícias ao Minuto - Política ·
Do "episódio de folclore" aos "malabarismos" do Chega: As reações à moção

O Chega entregou, esta quarta-feira, 2 de setembro, no Parlamento, uma moção de censura ao Governo de Luís Montenegro, na sequência das várias polémicas que têm envolvido o nome do ministro da Administração Interna (MAI), Luís Neves. Será a moção uma "derrota parlamentar pré-anunciada" e um "malabarismo político"? Como reagiram os partidos?

Em declarações aos jornalistas, na sede do Chega, em Lisboa, André Ventura colocou ainda pressão no Partido Socialista (PS), dizendo que a aprovação "depende essencialmente" deste partido.

Saliente-se ainda que a moção de censura da Chega é a 37.ª em democracia, sendo a terceira a executivos PSD/CDS liderados por Luís Montenegro .

O partido de André Ventura apresentou esta moção ainda no decorrer das férias parlamentares, algo que aconteceu apenas um vez e remonta ao ano de 1994 .

A conferência de líderes parlamentares, note-se, vai decidir na quinta-feira, 3 de setembro, se o debate da moção de censura ao Executivo se realiza a 10 ou 17 de setembro .

Ainda antes da confirmação de André Ventura, o secretário-geral do PS , José Luís Carneiro, assegurou que não será pelo seu partido que haverá uma "crise política" em Portugal. No entanto, insistiu que o primeiro-ministro "tem de assumir" a "responsabilidade" na polémica em torno do ministro da Administração Interna.

"Nós contribuiremos para a estabilidade política do país e não será pelo PS que haverá crise política em Portugal", disse, em Maputo, quando foi questionado pela Lusa sobre a possibilidade de a moção de censura ao Governo admitida pelo Chega avançar, numa altura em que Ventura ainda não tinha falado.

Já depois das declarações do Chega, foram vários os partidos políticos que foram reagindo à moção de censura.

Sebastião Bugalho, porta-voz do Partido Social Democrata (PSD) , considerou, em entrevista à RTP Notícias, que a moção de censura "é uma derrota parlamentar pré-anunciada" do Chega e acusou André Ventura de querer "antecipar a sentença antes do julgamento" .

"O partido preponente da moção de censura já sabe à partida que a moção será chumbada na Assembleia da República porque nenhum dos outros partidos da oposição a vai viabilizar ou aprovar", afirmou.

Em entrevista à SIC Notícias, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, apontou que "a moção de censura é ridícula", notando que "vamos todos no engodo da silly season do André Ventura".

Por sua vez, o Livre referiu ter-se assistido "a mais um episódio de folclore" por parte do partido liderado por André Ventura, acusando-o de desrespeitar o "tempo do Parlamento" .

"Assistimos a mais um episódio de folclore. É certo que Luís Neves tem várias explicações para dar, que o primeiro-ministro tem que se pronunciar, mas também é certo que Luís Neves virá ao parlamento dia 8", sustentou a porta-voz Isabel Mendes Lopes, em declarações aos jornalistas, na Assembleia da República.

Já o Bloco de Esquerda (BE) defendeu que a moção do Chega falha nos motivos pelos quais o Governo merece censura, embora admita que "Luís Neves se tem tornado um agente de confusão" .

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