Wall Street fecha em alta com acalmia obrigacionista e recuperação na IA
A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em alta, sustentada pela contenção dos juros da dívida e pela recuperação de alguns títulos da inteligência artificial (IA), penalizados antes pelo receio sobre o nível do seu endividamento.
Depois de abrir em baixa, o índice tecnológico Nasdaq acabou por fechar a ganhar 0,08% e o alargado S&P500 avançou 0,33%. Mais forte foi a subida do seletivo Dow Jones Industrial Average, de 1,08%.
"A recuperação durante a sessão dos semicondutores foi particularmente impressionante", realçaram os analistas da Briefing.com. "Numerosos títulos apagaram grande parte das perdas", especificaram.
A praça bolsista tinha começado em baixa, a acusar os receios cada vez mais fortes quanto ao modelo económico dos conglomerados da IA.
O exemplo mais recente foi o da CoreWeave, que constrói centros de dados otimizados para a IA para alugar a sua potência informática, a qual tinha desvalorizado 16% na véspera, minada pelas inquietações sobre o seu nível de endividamento e os montantes que vai ter de pagar para continuar a endividar-se junto dos investidores.
Mas, depois de um começo de sessão em baixa, a ação beneficiou de declarações do chefe da Nvidia, Jensen Huang, apontou Tom Cahill, da Ventura Wealth Management, em declarações à AFP.
"A solidez da CoreWeave melhora de dia para dia", disse Huang à agência Bloomberg, durante um evento em Estocolmo. "Estou otimista".
E hoje a CoreWeave ganhou 5,94%, puxando consigo a Nebius (+1,29%) e a Micron (+1,87%).
Mas esta recuperação não aproveitou a todas as integrantes deste setor, casos da Nvidia (-1,84%), AMD (-1,50%) e Broadcom, que perdeu 0,55%.
Assim, o rendimento dos títulos de dívida federal a dez anos caia para 5,08% dos 5,19% da véspera e dos 5,35% de há uma semana.
Porém, Cahill considerou esta reação como "contra-intuitiva", quando o índice de preços na produção, divulgado hoje, acelerou em setembro para 6,3% homólogos.
Com a nítida progressão do índice de preços no consumidor, conhecida na véspera, estes dados reforçam, segundo os analistas, a necessidade de a Reserva Federal subir a sua taxa diretora.
Ora, em teoria, as antecipações de subida da taxa de juro causam uma subida das taxas das obrigações.
Mas com o regresso das dúvidas sobre a IA, esta "é uma boa ocasião de reduzir a exposição às ações e reafetar parte do capital às obrigações", considerou Cahill, o que faz baixar mecanicamente os rendimentos destas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rtp.pt — o conteúdo pertence a RTP Notícias.