Pelo menos cinco mortos após explosão num carro no norte da Síria
A explosão ocorreu em Binnish, na zona rural de Idlib, segundo a agência de notícias estatal síria SANA, que publicou fotografias de um carro incendiado, destroços ao longo da estrada e danos em vários edifícios nas proximidades.
O veículo pertencia a um traficante de armas local, disse à agência France-Presse (AFP) uma fonte governamental que falou sob anonimato.
A estação televisiva al-Ikhbariya relatou que as equipas da Defesa Civil estavam "a trabalhar no local da explosão para garantir a segurança total, concluir as operações de busca e salvamento e lidar com as consequências do incidente".
A natureza deste caso permanece desconhecida, após outras explosões terem ocorrido na Síria nos últimos meses.
O caso mais recente ocorreu em 06 de agosto, quando duas pessoas morreram e 13 ficaram feridas em resultado da detonação de uma bomba dentro de um miniautocarro em Jaramana, nas proximidades de Damasco.
Antes disso, em julho, as autoridades sírias relataram a interceção de veículos que transportavam armas e granadas escondidas.
A região de Idlib tem sido um bastião de grupos rebeldes e jihadistas, incluindo combatentes estrangeiros, durante a guerra civil que eclodiu em 2011 e devastou o país durante mais de uma década.
Foi a partir desta província que a coligação rebelde liderada por Ahmad al-Sharaa, um antigo jihadista que é o atual Presidente de transição, iniciou a operação militar que levou à queda do regime de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024.
Em novembro de 2025, uma explosão num depósito de armas na cidade de Kafr Takharim, em Idlib, matou cinco civis e feriu outros nove, segundo as forças de segurança.
Em agosto do mesmo ano, quatro pessoas morreram noutra explosão num depósito de armas nos arredores da cidade de Idlib.
Um mês antes, o Observatório Sírio para os Direitos Humanos deu conta de uma série de explosões, que mataram pelo menos 12 pessoas e feriram mais de 100, num depósito de armas pertencente a um grupo jihadista em Maaret Misrine, no norte da província.
Desde que chegou ao poder, al-Sharaa tem procurado normalizar as relações da Síria com os países da região e do Ocidente, apesar do seu passado extremista e com ligações a organizações terroristas, com as quais rompeu há vários anos.
Ao mesmo tempo, tem usado um discurso conciliatório com vista a reunificar o país, embora a Síria tenha vivido graves crises de violência sectária em 2025, envolvendo as novas forças armadas e as minorias alauita, a que pertence a família al-Assad, e drusa, a que se adicionaram confrontos com os curdos.
Na semana passada as Forças Democráticas da Síria (FDS), de maioria curda, anunciaram a sua dissolução e integração dos seus combatentes nas forças regulares sírias, depois de terem controlado durante vários anos vastas regiões no norte e noroeste do país e estado na linha da frente no combate ao terrorismo islâmico.
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