Marco Rubio nega pausa na partilha de informações com a Ucrânia
O chefe da diplomacia dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, afirmou hoje que não houve "nenhuma pausa" na partilha de informações de inteligência com Kyiv e instou a Ucrânia a "terminar a guerra".
No domingo, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, revelou que os EUA voltaram a partilhar informações com Kyiv ao fim de "três dias", agradecendo a Washington o fim do bloqueio, que dificultou a resposta da Ucrânia aos ataques russos.
Numa entrevista ao canal norte-americano NBC, Zelensky disse que a partilha de informações "esteve bloqueada durante algum tempo e, depois, foi desbloqueada pelo lado norte-americano", referiu.
"Estamos gratos por isso.
Agora está a funcionar", afirmou, acrescentando que a ausência durou "três dias, durante os ataques balísticos" de Moscovo.
"Não sei onde é que ele vai buscar tudo isto ou porque é que partilha isto com a imprensa.
Deviam perguntar-lhe.
Não houve qualquer pausa", declarou o secretário de Estado norte-americano.
"Onde ele se deve concentrar (...) é em acabar com a guerra", enfatizou Marco Rubio, durante uma visita a Samarcanda, no Uzbequistão.
Os EUA e a Ucrânia viveram nos últimos dias um momento de grande tensão, com os ucranianos a denunciarem que Washington limitou a transmissão de informações de segurança, o que causou constrangimentos na utilização do sistema de satélites Starlink, propriedade do milionário Elon Musk, dono da SpaceX.
No domingo, o Presidente dos EUA, Donald Trump, acusou o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, de "não querer pôr fim" à guerra com a Rússia.
O líder norte-americano defendeu a decisão de não aplicar novas sanções contra a Rússia, bem como o acordo entre Washington e Moscovo, anunciado dias antes, permitindo aos Estados Unidos importar petróleo russo.
Trump argumentou ainda que se assinasse neste momento a chamada Lei Graham, relativa a novas sanções contra a Rússia, faria com que Moscovo se retirasse das negociações.
O republicano associou os ataques ucranianos contra as refinarias de petróleo russas à subida dos preços dos combustíveis a nível mundial, agudizada com a guerra no Médio Oriente desencadeada com os ataques dos EUA e de Israel ao Irão.
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