Comunidade Islâmica de Lisboa: Blocos "não conseguem" parar guerras
O presidente da Comunidade Islâmica de Lisboa (CIL), Mohamed Iqbal, lamentou hoje que os vários blocos internacionais não tenham conseguido utilizar as respetivas influências para pôr cobro às guerras que grassam atualmente no mundo.
Em declarações à agência Lusa à margem da conferência "BRICS+ Num Mundo Multipolar: Poder, Cooperação e Conflito", organizado pelo Observatório do Mundo Islâmico (OMI), que decorreu ma Mesquita de Lisboa, Iqbal considerou ser esse um dos desafios que União Europeia (UE), Mercosul e o próprio fórum de cooperação multilateral têm pela frente.
"As guerras são coisas muito mais recentes agora, especificamente.
Estamos a falar de uma coisa que tem de ser vista a médio e longo prazo.
As guerras são as tais disrupções que acontecem e existem.
A guerra tal como ela está na Ucrânia, no Médio Oriente, é algo que é incompreensível", afirmou.
"Porque é que em 2026, a altura em que todos nós queremos criar laços, queremos criar uma relação fortíssima entre países, estamos aqui a criar divisões e matar pessoas.
Isto para mim não faz sentido nenhum", salientou, frisando que a invasão russa da Ucrânia é "inaceitável".
Para Iqbal, os BRICS, a UE e o Mercosul são blocos que visam especificamente tentar impedir que esse tipo de fenómenos aconteça.
"Mas não têm conseguido.
Mas é contínuo, é um exercício específico que tem que continuar.
Nós não compreendemos muito a mente humana.
Para mim, é totalmente inconcebível aquilo que os líderes dos países em conflito conseguem.
Há o opressor e depois há o que é do outro lado", disse, aludindo ao conflito russo-ucraniano.
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