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Temperatura da água mais alta? Mares da Europa estão até 6 graus mais quentes e impactos são “alarmantes”, alertam especialistas

SAPO Lifestyle ·
Temperatura da água mais alta? Mares da Europa estão até 6 graus mais quentes e impactos são “alarmantes”, alertam especialistas

O aquecimento acelerado dos mares europeus está a tornar a água mais apelativa para quem procura temperaturas mais elevadas para nadar, mas o fenómeno esconde consequências graves para os ecossistemas marinhos.

O aquecimento acelerado dos mares europeus está a tornar a água mais apelativa para quem procura temperaturas mais elevadas para nadar, mas o fenómeno esconde consequências graves para os ecossistemas marinhos. Um novo estudo do grupo World Weather Attribution (WWA) conclui que as alterações climáticas provocadas pela atividade humana acrescentaram cerca de 2 graus Celsius à temperatura do Mediterrâneo neste verão e mais de 1,3 a 1,4 graus às águas da Europa Ocidental.

A subida das temperaturas do mar, que se estende desde as águas do Atlântico junto à Irlanda até ao Mediterrâneo, está a provocar alterações profundas nos ecossistemas e a favorecer a ocorrência de ondas de calor marinhas em áreas cada vez mais vastas. Os investigadores apontam a queima continuada de combustíveis fósseis como a principal causa deste aquecimento.

O estudo surge num contexto de temperaturas oceânicas excecionalmente elevadas à escala mundial. Segundo o Serviço Copernicus para as Alterações Climáticas, da União Europeia, os oceanos do planeta registaram temperaturas recorde pelo segundo mês consecutivo em julho.

Alterações climáticas estão a aquecer os mares europeus Os investigadores do WWA combinaram dados de observação com simulações de modelos climáticos para determinar até que ponto as alterações climáticas influenciaram as temperaturas registadas nos mares europeus.

Thomas Frolicher, físico ambiental da Universidade de Berna, na Suíça, e coautor do estudo, descreve a evolução como uma subida “alarmante” das temperaturas, que afeta uma área muito extensa, desde o Atlântico até ao Mediterrâneo. Segundo o investigador, a análise demonstra claramente que o fenómeno é provocado pelas alterações climáticas, com particular destaque para a utilização continuada de combustíveis fósseis.

Os cálculos realizados pelo grupo apontam para cerca de 2 graus Celsius de aquecimento adicional no Mediterrâneo devido às alterações climáticas. Nas águas da Europa Ocidental, a influência do aquecimento provocado pela atividade humana terá acrescentado entre 1,3 e 1,4 graus Celsius.

A diferença pode parecer pequena quando comparada com as temperaturas normalmente sentidas em terra, mas, para os ecossistemas marinhos, mesmo aumentos relativamente reduzidos podem ultrapassar limites críticos para determinadas espécies.

O impacto vai muito além de uma água mais quente para nadar As temperaturas elevadas do mar podem parecer uma boa notícia para quem frequenta praias em países onde a água costuma ser mais fria. No entanto, para a vida marinha, as consequências podem ser bastante mais graves.

O WWA encontrou “evidências de impactos ecológicos graves”, com espécies marinhas a deslocarem-se para norte à procura de águas mais frescas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em lifestyle.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO Lifestyle.

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