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Tem um Mac com processador Intel? As suas apps favoritas vão começar a parar no tempo

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Tem um Mac com processador Intel? As suas apps favoritas vão começar a parar no tempo

A transição dos computadores da Apple para os processadores Silicon entrou numa fase decisiva para quem ainda utiliza hardware antigo. A Apple notificou formalmente os programadores de que as aplicações universais presentes na Mac App Store já não são obrigadas a suportar a arquitetura Intel. A nova diretriz aplica-se de imediato a qualquer ferramenta que exija o macOS 13 Ventura ou versões posteriores do sistema operativo.

Até agora, as regras da loja oficial impunham a inclusão de código compatível com os processadores x86 da Intel e com os chips ARM da tecnológica. Com esta alteração, os responsáveis pelas aplicações podem compilar e submeter versões desenhadas exclusivamente para a arquitetura moderna. A justificação técnica assenta na simplificação de todo o processo de desenvolvimento e na redução substancial do espaço ocupado pelos programas no armazenamento interno.

Este corte representa um marco evidente na estratégia da empresa, que iniciou esta caminhada há cerca de seis anos com a chegada do M1. Embora muitos utilizadores ainda mantenham equipamentos com CPU Intel perfeitamente funcionais no quotidiano, o ecossistema começa agora a fechar as portas a estas máquinas. A mudança transfere a decisão do suporte diretamente para as mãos das equipas de programação.

No terreno prático, os computadores com processadores Intel não vão deixar de funcionar nem perderão os programas que já se encontram instalados. A própria loja de aplicações continuará a disponibilizar o último pacote estável compatível com a máquina do utilizador. O problema reside no facto de essas ferramentas deixarem de receber novidades a partir do instante em que o criador decida ignorar o código legado.

A questão ganha contornos mais preocupantes quando se analisa a vertente da segurança e da estabilidade geral das plataformas. Sem atualizações regulares, os utilizadores perdem o acesso a correções cruciais contra vulnerabilidades emergentes e falhas críticas no código. Como a barreira mínima foi colocada no macOS Ventura, a medida atinge uma fatia considerável de modelos lançados a partir de 2017 que ainda continuam em circulação.

O calendário delineado pela Apple já antecipava o desfecho deste hardware, sendo o macOS 26 a última versão com capacidade para arrancar nestes processadores. Apenas quatro modelos de topo lançados entre 2019 e 2020 receberam essa plataforma, ficando a próxima grande atualização restrita aos equipamentos com chips Apple Silicon. Em simultâneo, a ferramenta de emulação Rosetta 2 prepara também a sua saída definitiva do sistema operativo.

Embora a tecnológica mantenha a distribuição de correções básicas de segurança para o sistema operativo até 2028, a vida útil prática das máquinas depende do software do dia a dia. Com os programadores livres para abandonar a arquitetura antiga, o relógio começou a contar de forma bem mais acelerada para estes computadores. A renovação do parque informático da Apple ganha assim um novo impulso que poucos conseguirão evitar.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em pplware.sapo.pt — o conteúdo pertence a Pplware.

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