Miguel Costa Matos: "Não queremos substituir-nos aos partidos"
Miguel Costa Matos traça as fronteiras políticas do projeto e rejeita qualquer leitura de disputa interna no PS.
Defende um Estado mais ágil e capaz de apoiar a economia, aponta o aumento dos salários e a qualificação do tecido produtivo como prioridades e diz que o sucesso do Instituto será medido pela capacidade de transformar ideias em experiências-piloto com impacto no debate público e nos programas partidários.
O Instituto Progresso apresenta-se como suprapartidário, mas é presidido por um deputado do PS e reúne várias figuras ligadas ao partido.
Como pretende garantir, na prática, que não será visto, nem funcionará, como uma plataforma de influência interna no PS? O Instituto servirá para trazermos novas pessoas à reflexão política e novas ideias para o país.
Não queremos substituir-nos aos partidos.
Queremos debater políticas públicas e soluções.
Justamente por não sermos um partido, não queremos estar condicionados nem queremos condicionar-nos aos calendários eleitorais e às dinâmicas partidárias, quaisquer que sejam.
Isso não será algo que nos ocupe.
É evidente que os militantes, cada um no seu partido, farão o que entenderem.
Mas aqui, no Instituto Progresso, têm de falar em conjunto.
Quem teve a ideia? É uma ideia antiga, que tenho vindo a desenvolver.
A criação do Instituto foi falada com a liderança do PS? Foi falada com José Luís Carneiro e falada também com o Rui Tavares e com o Jorge Pinto, do Livre.
Trata-se de uma iniciativa apartidária, que junta pessoas de vários partidos, desde o PSD ao PS e ao Livre.
E ao BE.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.