O que pomos no prato também conta para a economia
No Dia Mundial da Alimentação, falamos de escolhas que fazemos todos os dias: o que colocamos no prato, a qualidade dos alimentos e o equilíbrio da nossa alimentação.
Mas há outra dimensão que merece estar à mesa: o impacto que a produção desses alimentos tem na economia, no emprego e nos territórios.
Uma framboesa, um mirtilo ou uma amora chegam-nos pequenos, frescos e prontos a comer.
Mas até esse momento há muito trabalho que nem sempre vemos.
Há plantas que precisam de acompanhamento diário, água na medida certa, atenção às condições do tempo e muitos outros cuidados ao longo de todo o ciclo de produção.
Quando os frutos amadurecem, a colheita exige a delicadeza de mãos experientes: cada fruto tem de ser apanhado com cuidado para preservar a sua qualidade.
Segue-se a seleção, o acondicionamento, o transporte e a distribuição, para que cheguem ao consumidor nas melhores condições.
Por detrás de cada embalagem há conhecimento, investimento e muitas pessoas a trabalhar em conjunto.
É também por isso que os pequenos frutos têm um peso que vai muito além do seu tamanho.
De acordo com o estudo “Plano de Impactos da Produção e Comercialização de Pequenos Frutos”, da EY-Parthenon, em 2025 esta fileira gerou 1.037 M€ de impacto no Valor Acrescentado Bruto (VAB) nacional, esteve associada a 34.369 empregos equivalentes a tempo completo, gerou 629 M€ em remunerações e contribuiu com 276 M€ em receita fiscal.
As exportações chegaram a cerca de 398 M€.
A evolução da produção também conta uma história de crescimento: em dez anos, passou de 27,6 mil toneladas, em 2015, para 91,4 mil toneladas, em 2025.
O valor da produção atingiu 580 M€.
E cerca de 76% do impacto no VAB resulta de efeitos indiretos e induzidos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.