As notícias das 10h
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Desde da manhã. As notícias com Luís Soares. O presidente da Câmara de Lisboa recusa responder à carta aberta escrita pelos familiares das vítimas do Elevador da Glória, a exigir respostas e apoio um ano depois da tragédia.
Para assinalar a data, a Autarquia de Lisboa inaugurou esta manhã o memorial de homenagem às vítimas, situado no Largo da Oliveirinha, junto à Calçada da Glória. O repórter da Rádio Observador, Carlos Pedro, esteve a acompanhar esta cerimônia. E Carlos, o presidente da Câmara de Lisboa mostrou-se emocionado durante a cerimônia, mas não quis responder relativamente às polêmicas em curso.
Precisamente, Luís, e nesse aspecto, uma carta assinada por várias famílias das vítimas deste acidente, que acusam a Câmara Municipal de Lisboa de as contactar apenas para comparecerem nesta cerimônia, acusando, portanto, o executivo de Lisboa da falta de acompanhamento durante todo esse processo pós-acidente. Essa questão foi feita depois ao autarca de Lisboa, Carlos Moedas, que não discursou, apenas falou aos jornalistas no final da cerimônia. E apesar de não querer falar muito destas polêmicas, garantiu que a Câmara está a dar todo o acompanhamento às famílias.
A Câmara esteve sempre presente, está presente e estará sempre presente.
E por isso é muito importante que hoje não me levem a mal. É um dia de homenagem, solidariedade e de gratidão. E é isso que nós estamos aqui a fazer hoje. Eu não vou aqui alimentar, nem responder àquele que é tão importante. Agradeço-vos, agradeço-vos, agradeço-vos, agradeço-vos, agradeço-vos do coração, uma homenagem à solidariedade. É realmente um dia tão importante. As famílias, que ainda ontem estive com várias, aquelas que quiseram ser recebidas, durante o tempo, a Câmara e os trabalhadores da Câmara e todos nós estivemos sempre.
Carlos Moedas, que apesar da insistência, tentava evitar responder diretamente às perguntas dos jornalistas sobre a gestão do pós-acidente por parte da Câmara de Lisboa. Também críticas quanto às indenizações. Um ano depois, há apenas quatro famílias indenizadas, mas Carlos Moedas não quis responder sobre isso. Foi de facto um momento complicado pro autarca de Lisboa, que esteve visivelmente emocionado durante toda esta cerimônia. Aliás, não houve ninguém que não tivesse o semblante carregado aqui no Largo da Oliveirinha durante a última hora. A cerimônia começou com o discurso do Patriarca de Lisboa, Dom Rui Manuel Valério, procedeu depois à bênção da oliveira, que está aqui no Largo da Oliveirinha, passe a redundância, e que é basicamente o centro deste memorial que está agora rodeado de coroas de flores. Seguiu-se depois um minuto de silêncio e as várias famílias foram ao centro do memorial depositar cada uma, uma coroa de flores. Foi uma cerimônia reservada, discreta, sem microfones. Contou com a presença de vários elementos da Câmara Municipal de Lisboa, para além do presidente Carlos Moedas, também figuras das forças de segurança, do INEM e claro, as famílias enlutadas que foram colocando as coroas de flores à volta do monumento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.