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23h. Caso Luís Neves. BE critica moção de censura do Chega

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23h. Caso Luís Neves. BE critica moção de censura do Chega

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Helpi Andrade. Miguel, boa noite. Começamos com a líder da Iniciativa Liberal, que acusa o primeiro-ministro de enganar muitos portugueses e diz estar farta de discursos vazios.

Palavras da presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, durante a rentrée do partido, que decorre no Calçadão de Quarteira, no Algarve. Um discurso que teve de ser adiado para depois do jantar, sob o olhar de figuras grandes do partido, como o candidato às presidenciais e antigo presidente João Cotrim de Figueiredo e Bernardo Blanco, que é apontado como o próximo presidente da Iniciativa Liberal. Mariana Leitão acusa Luís Montenegro de mentir quanto às reformas prometidas e diz que o governo ignora a classe média.

O discurso reformista de Luís Montenegro não passou de uma mentira eleitoral. Enganou muitos portugueses, que hoje já não confiam o seu voto ao PSD, porque perceberam que só na Iniciativa Liberal esse voto está seguro e é respeitado. A classe média está sob ataque e é ignorada por quem nos governa. E sabem por quê? Eu digo-vos. Porque a classe média há muito deixou de pesar nas urnas como pesava antes.

Mariana Leitão, que diz estar farta de discursos vazios e exige reformas urgentes para o país.

Estou farta de discursos vazios, de grupos de trabalho e relatórios inconsequentes. Estou farta de diagnósticos que se repetem legislatura após legislatura. Não me interpretem mal. Sei as dificuldades que temos pela frente. Não me apresento aqui com mentiras, nem com populismos, a dizer que tudo se resolve de forma fácil, simples ou imediata. Mas sou uma mulher de ação, sempre fui. Tenho a iniciativa e a energia para exigir reformas, não remendos, para vencer a apatia e contrariar o discurso condescendente que tudo bloqueia.

A presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, durante a rentrée da IL, que acontece no Calçadão de Quarteira. Mariana Leitão acrescenta ainda que as conclusões do grupo de trabalho sobre a Segurança Social do governo, apresentadas recentemente, confirmam aquilo que a Iniciativa Liberal diz há anos.

No espectro oposto, o Bloco de Esquerda recusa participar num campeonato de radicalização da direita em torno da moção de censura do Chega.

Uma moção de censura prometida por André Ventura, se as polêmicas em torno do caso do Luís Neves não sejam resolvidas. O coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, considera que o governo merece censura noutros assuntos e afirma que a possível moção de censura anunciada pelo Chega não tem nada a ver com isso.

O governo merece censura na habitação, na educação e na saúde. Esta moção de censura não tem nada a ver com isso. Esta moção de censura serve basicamente para um campeonato de radicalização entre os partidos da direita. É uma coisa entre eles e para esse peditório, o Bloco não dá.

Palavras de José Manuel Pureza, à margem de uma concentração do Movimento Deslarguem à Rábida, em Setúbal. O líder do Bloco diz ainda que a posição do ministro da Administração Interna é cada vez mais insustentável.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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