PCP quer fichas, refeições e material escolar grátis até ao 12.º ano
Em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa, a dirigente indicou também que o PCP vai voltar a propor a "criação de uma rede pública de creches integrada no sistema educativo, que garanta as 100 mil vagas em falta nos próximos quatro anos, bem como a proposta de alargamento da rede pública de pré-escolar, assegurando pelo menos 150 novas salas, cerca de três mil vagas no próximo ano letivo".
"São propostas indispensáveis para garantir a igualdade das crianças e dos jovens no acesso à educação e para garantir a escola pública com os meios que lhe permitam proporcionar a educação de qualidade que o nosso país precisa", defendeu Margarida Botelho.
A dirigente do PCP estimou que a construção de uma rede pública de creches com 100 mil vagas nos próximos quatro anos implicaria um investimento de dois mil milhões de euros.
"Dito assim parece muito dinheiro, e é, mas é o correspondente a descer o IRC de 21% para 20% e é uma decisão que já foi tomada no ano passado no Orçamento de Estado. O PSD, o Chega, a Iniciativa Liberal e o CDS decidiram gastar este dinheiro, que dava para construir 100 mil vagas numa rede pública de creches, decidiram dar este benefício de baixar 1% do IRC às grandes empresas, portanto é tudo uma questão de opções", criticou.
Margarida Botelho afirmou que as famílias têm cada vez mais dificuldades a preparar o ano letivo, com "o custo de vida que não para de aumentar e com a ação social escolar que responde de forma insuficiente".
O primeiro-ministro disse que o Governo irá também "dinamizar o estatuto do diretor e valorizá-lo do ponto de vista das suas remunerações", bem como "equiparar as condições remuneratórias dos reitores das universidades politécnicas com os restantes reitores".
A comunista assinalou que Luís Montenegro "conseguiu não falar daqueles que são os problemas centrais da educação", como "os custos das famílias, mas também são a falta de professores, o problema das desigualdades, a falta de auxiliares de ação educativa".
"Avançou com propostas que veremos como é que vêm escritas, mas que são de grande preocupação. Anunciar que vai mexer na carreira dos professores, vindo deste Governo, não augura nada de bom", afirmou Margarida Botelho.
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