Ceuta: Governo espanhol admite alargar vagas em centros de acolhimento temporário de 1.500 para 4.000
A ministra da Inclusão, Segurança Social e Migração, Elma Saiz, não descarta alargar de 1.500 para 4.000 as novas vagas que serão disponibilizadas com a instalação de quatro novos centros de ajuda humanitária em Ceuta, cuja construção já começou.
Saiz confirmou a informação em declarações à rádio Cadena Ser, quando questionada diretamente se a nova infraestrutura poderia acomodar até 4.000 pessoas.
"Sim", respondeu a ministra, e embora tenha esclarecido de imediato que não queria "estabelecer um limite", assegurou que. "no total, podem acolher mais pessoas".
Saiz afirmou não ter dados sobre quantos migrantes, adultos e menores, permanecem em Ceuta, embora tenha referido que estão a ser distribuídos diariamente cerca de 4.000 kits alimentares.
A ministra confirmou que a instalação dos centros já começou e que vai supervisionar pessoalmente o processo esta terça-feira. Manifestou ainda a sua confiança de que as obras avançarão rapidamente.
Os quatro locais foram definidos na esplanada da zona de acolhimento de Loma Colmenar, cedida pela cidade autónoma, no centro equestre, no antigo campo de futebol do quartel da Cavalaria e na zona de Guano.
Questionada sobre como serão selecionados os 1.500 migrantes que ocuparão os novos espaços, respondeu que isso "será definido à medida que o processo se desenrolar", mas salientou que "não é o mesmo para uma mulher e para uma mulher com filhos", embora tenha sublinhado que "o importante é o atendimento individualizado".
Sobre quem prestará este serviço, a ministra destacou o "importante trabalho" desenvolvido pela Cruz Vermelha, mas também por outras organizações como a Accem e a CEAR, com as quais prevê reunir-se esta terça-feira, além das associações de moradores.
A ministra assegurou que "compreende os sentimentos de muitos habitantes de Ceuta" que criticaram a ausência do governo na cidade autónoma, embora tenha afirmado que o Executivo "não precisava de vir a Ceuta; está permanentemente presente em Ceuta".
"Ceuta nunca esteve, nem nunca estará, sozinha", enfatizou Saiz, sugerindo que estão a ser emitidas orientações da sede do PP em Madrid para o governo da cidade, que tem a mesma filiação política, o que dificulta a colaboração entre as administrações.
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